O Vodafone Rali de Portugal mantém em aberto a decisão de mudar para o norte e centro em 2015 ou manter-se a sul, no Alto Alentejo e Algarve. Carlos Barbosa, presidente do ACP, já referiu que a decisão final deverá ser tomada nos próximos 30 dias, avançando com algumas explicações para justificar o protelamento da decisão.
O estado atual de algumas das classificativas que fazem parte da herança genética do Rali de Portugal e que o ACP Motorsport que usar caso passe o rali para o norte, é, neste momento, um dos principais entraves à deslocalização da prova. Segundo Barbosa “continuamos convitos que a realização do rali no norte é muito complicada, nomeadamente, ao nível técnico pois temos sítios onde mal passa um carro. Sítios há em que o mato cresceu imenso que tem que ser tudo desbravado para se ter os antigos troços como eles eram”.
O mesmo responsável afirma, por isso, que “portanto, se as câmaras tiverem dispostas a fazer o trabalho de reparação e recuperação de alguns dos troços que já tivemos, construindo estradas que possam servir para um troço de rali vamos para o norte; se o norte não tiver condições porque (também é preciso dizê-lo) uma boa parte dos troços antigos já está alcatroado ou semi-alcatroado, não iremos e manteremos o rali no Algarve”.
Por outro lado, Barbosa também destaca que “estamos à espera da concordância das novas administrações locais do norte pois como se sabe houve eleições e é necessário confirmar novamente aquilo que, nalguns casos, estava já garantido, neste caso, que as câmaras nos assegurarão as condições de segurança que precisamos já que essa é a única coisa que queremos pois não lhes pedimos dinheiro”.
No que toca à questão orçamental da prova que, para a prova ir para o norte, implica um investimento de aproximadamente 50 por cento superior face ao rali projetado a sul, Barbosa considera que “esse aumento de custos tem a ver com a segurança e essa é uma responsabilidade que as câmaras têm que assegurar”.









