Ninguém gosta de ver o Safety Car entrar em pista por ‘dá cá aquela palha’, mas quando bastam estar partes de asas fora de trajetória, espalhadas pelo asfalto, para fazer entrar em acção Bernd Maylander, não se percebe como é que estando um carro inteiro atravessado na pista – fora de trajetória, é certo – mas na saída da última curva, a Direcção de Corrida só colocou bandeiras amarelas e, depois, forçou os Comissários de Pista a atravessarem o asfalto a correr, para retirarem o carro de Sutil da posição perigosa em que se encontrava. Haja consistência nas decisões e bom senso. Muito naturalmente, os pilotos criticaram a decisão.
Para além disso, há outra questão que só Lewis Hamilton tocou ao de leve, sem querer dizê-lo claramente, até porque nunca teria provas para o afirmar, pois numa claríssima situação em que se mostrava necessária a intervenção do safety-car, Charlie Whiting optou por manter o carro nas boxes, quando noutras alturas, por bem menos, o despoletou. Dois pesos e duas medidas e a certeza que a FIA interfere nas corridas a seu bel prazer.
Reafirmando que nunca aqui poderá ser dito que o facto de Whiting não ter despoletado o safety car se deveu ao facto de a 17 voltas do fim a margem que Nico Rosberg tinha na frente iria desaparecer, e atrás dele ficariam Valtteri Bottas e… Lewis Hamilton, que recuperou da 20ª posição da grelha de partida. É que convém lembrar que Lewis Hamilton tinha colocado pneus super macios novos e se estivesse junto dos homens da frente teria boas possibilidades de… vencer a corrida. Nunca iremos saber o que passou pela cabeça de quem tomou a decisão de não fazer entrar o safety car, mas o que se espera é que tenha sido apenas uma má decisão e não uma decisão com ‘agenda’…












