Citroën
Yves Matton, diretor da equipa campeã, anunciou o ano passado que 2016 vai ser o último ano para os Citroën C-Elysée, sendo que depois a marca francesa irá para outras paragens. Por isso, a Citroën Racing reduziu a sua participação a nível oficial de quatro para apenas dois carros, mantendo os seus dois melhores pilotos, o bicampeão José María López e o vicecampeão Yvan Muller. De fora ficam Sébastien Loeb, que foi trocado à marca ‘irmã’ Peugeot, e Ma Qing Hua, sem lugar no WTCC.
Mesmo reduzida a metade, e no seu último ano no WTCC, a equipa francesa continua a ser a favorita, uma vez que toda a experiência e superioridade técnica acumuladas nos últimos anos colocam a Citroën como alvo a abater por todas as outras equipas. López tem sido mais rápido que o veterano Muller, mas o francês já deve ter metido na cabeça que o argentino está mais competitivo e que, se Muller quer voltar a ser campeão, deve apostar em ser mais regular e em tentar aproveitar qualquer erro de López.
Honda
A marca japonesa não está interessada em perder mais um campeonato para a Citroën e reforçou-se, melhorando o Civic em vários aspetos, tentando contrariar a tendência natural da carroçaria para limitar a velocidade de ponta em reta. Ao mesmo tempo, a equipa oficial, gerida pela JAS Motorsport, tem um plantel reforçado, saltando de dois para três carros.
Com a saída do veterano Gabriele Tarquini, a Honda mantém Tiago Monteiro e a esta junta-se uma dupla mais jovem, começando com o antigo campeão Rob Huff e com Norbert Michelisz, que finalmente tem o prémio merecido de integrar uma equipa oficial. Com estes dois colegas de equipa, Monteiro vai estar mais motivado para andar depressa e a competição interna deve ser suficiente para, pelo menos, reduzir a diferença para a Citroën, com o objetivo final de ultrapassar os franceses.
Lada
A marca russa não conseguiu ganhar nada com o Vesta o ano passado, mas o carro esteve competitivo. Com a Oreca a ajudar no desenvolvimento do carro, espera-se que todo o potencial do Lada Vesta chegue à realidade este ano, até porque a equipa de pilotos também é quase toda nova e este ano não deverá ter motivo para ver trocas durante a época.
Esperava-se que Gabriele Tarquini se reformasse depois de sair da Honda, mas acabou por receber um convite para integrar a Lada Sport, substituindo Rob Huff, e poderá ser a peça final que a Lada necessitava para voltar a ganhar corridas. Nicky Catsburg, que o ano passado foi a surpresa ao conseguir bons resultados no ano de estreia com carros de tração dianteira, permanece na equipa e deve encarar a presença do italiano como um desafio a bater internamente. Finalmente, Hugo Valente dá o salto para uma equipa de fábrica, e merece estar debaixo de olho dos fãs.
Volvo
A equipa sueca Polestar Cyan Racing estreia-se no WTCC com o novo Volvo S60 Polestar, divulgando a nova linha desportiva da marca (semelhante à M da BMW e à AMG da Mercedes-Benz) num ambiente desportivo. A Volvo poderá não ainda ter a experiência suficiente, mas fez o mesmo que a Citroën em termos de desenvolvimento, passando quase um ano em testes antes de avançar para a pista.
A Volvo vai ser a única marca oficial que não vai alinhar no MAC3 após a qualificação, pois só vai ter os dois carros oficiais em pista, ambos com um piloto sueco bem experiente ao volante. Frederik Ekblom tem mais palmarés internacional, mas Thed Björk tem dominado o Campeonato Escandinavo de Turismos (STCC) nos últimos anos, conquistando o título nos últimos dois anos, e poderá ser mais consistente durante a época.
Independentes
Este ano o WTCC vai ter equipas independentes a lutar pela vitória. A Citroën disponibiliza três carros para a Sébastien Loeb Racing, e Mehdi Bennani ganha dois colegas de equipa este ano, Tom Chilton e Grégoire Demoustier. Apenas Chilton deverá ser uma ameaça ao marroquino, enquanto Demoustier tem ainda muito a melhorar.
Até que ponto a Honda vai estar bem representada vai depender de como evoluem os novos recrutas da Zengo Motorsport. A equipa húngara quer formar dois novos valores para as corridas de turismo, tal como fez com Michelisz, apostando em Daniel Nagy e Ferenc Ficza, de 17 e 19 anos respetivamente.
Finalmente, a Chevrolet vê o número de carros baixar para apenas quatro. Sem apoio oficial, a RML continua a fazer a revisão aos carros, mas evoluções vão ser mais difíceis de implementar. Tom Coronel continua na ROAL Motorsport, e o seu talento será suficiente para explorar os limites do Cruze. A Campos Racing mantém John Filippi, esperando-se que o corso seja mais rápido, e poderá inscrever um segundo carro ocasionalmente. René Münnich continua em ação no seu carro, e terá que faltar a algumas provas, devido aos compromissos no ralicross. John Bryant-Meissner é o novo recruta da NIKA Racing, que devia ter um Honda, mas este foi entregue à Zengo.











