Ir contra a corrente quase sempre resulta em esforços redobrados para chegar ao objetivo. E a escolha arrojada da Peugeot deu dores de cabeça em Sebring, palco da primeira corrida do ano, pouco conseguida por parte dos franceses.
O conceito aerodinâmico do 9X8 deixou todos de queixo caído e a ausência de asa fez correr muita tinta. Mas em Sebring, a “brincadeira” não resultou. Os ressaltos comprometiam o apoio aerodinâmico gerado pelo fundo do carro e com isso a performance ressentiu-se. Os Peugeot tiveram dificuldades em colocar tração em pista e, pior ainda, motivou problemas na caixa de velocidades, que deu problemas em ambos os carros.
A Peugeot sabia do problema, que tentar resolver, mas Sebring exacerbou as fragilidades. Segundo Olivier Jansonnie, responsável do projeto, as soluções para os problemas não estavam ainda disponíveis para esta corrida. Mesmo do lado da suspensão, há ainda muito trabalho pela frente, com a equipa a reconhecer que esteve também mal nesse capítulo. A equipa diz não ter ficado surpreendida com o que aconteceu e afirma ter soluções para implementar em Portimão e Spa. Mas a fiabilidade parece ser o calcanhar de Aquiles do 9X8. Uma fraqueza fatal em corridas de longa duração. Será capaz a Peugeot de responder afirmativamente e aproximar-se da frente. Parece ser a equipa em pior forma nesta fase.










