24h Le Mans, Filipe Albuquerque: ” Le Mans pode ser muito cruel”

Por a 12 Junho 2019 17:00

Nas cinco participações mítica prova francesa, Filipe Albuquerque já sentiu o que esta prova é capaz de fazer. Desde a alegria de um bom resultado inesperado, à desilusão de um bom resultado desperdiçado, o piloto português já conhece os dois lados da moeda:

” Le Mans é sempre muito cruel. E revejo-me cada vez mais na famosa frase “Nós não escolhemos Le Mans, Le Mans é que nos escolhe.” No fundo é mesmo isso. Podemos ter o melhor carro, uma tripla de pilotos espectacular, tudo ao melhor nível, mas depois podem acontecer azares que ultrapassam tudo o que podemos fazer e toda a nossa preparação. Eu já vivi os dois lados da moeda, desde estar na Audi, com um bom carro em segundo e ter um problema, desde ter um carro pior e acabar em quinto da geral como foi em 2017, com um LMP2 que é quatro segundos mais lento. Foi a corrida perfeita e acho engraçado que com um carro inferior conseguimos fazer coisas incríveis.

Já vimos vários casos desses em Le Mans, como por exemplo a Audi contra a Peugeot, e conseguiu vencer mesmo sendo três segundos por volta mais lentos. É fantástico ver também esta parte e por muito que digam que é preciso trabalhar para ter sorte, porque por vezes é preciso ter mesmo a sorte do nosso lado. Por isso é que Le Mans e mágico!”

No ano passado o Ligier da Panis Barthez também sofreu na pele a crueldade de Le Mans, mas o andamento que mostraram é a prova de que Albuquerque tem possibilidade de finalmente subir ao pódio:

“Temos grandes chances de subir ao pódio. No ano passado se não fosse o problema de embraiagem do Panis Barthez (chassis Ligier, com pneus Michelin), eles teriam sido os grandes vencedores de Le Mans pois a G-Drive foi desclassificada. Do ano passado para este ano não houve alterações ao nível de pacotes aerodinâmicos, por isso as mudanças são praticamente inexistentes. No ano passado andamos ali a chatear os seis primeiros e podíamos ter acabado em terceiro na corrida pelo andamento que mostramos o que depois seria um segundo lugar. “

Albuquerque, sempre com a sua típica boa disposição abordou em tom de brincadeira o facto de ainda não ter provado o champanhe na prova francesa:

“Já me sinto um veterano em Le Mans e até um pouco amaldiçoado porque acho que já merecia um pódio. Vejo outros pilotos com quem lutei várias vezes que já conseguiram o pódio mais que uma vez. Por exemplo o Nicolas Lapierre com quem tenho tido muitas lutas em pista, já ganhou duas seguidas e eu nem um pódio tenho. É um escândalo!”

Esperemos que finalmente Le Mans olhe para Albuquerque e o escolha. O piloto luso é claramente um dos mais talentosos do grid e já fez o suficiente por merecer pelo menos o pódio. Que seja desta!

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Le Mans, la course automobile!
Para mim, sem dúvida a mais genuína corrida de automóveis de sempre.

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