A convergência entre o ACO e o IMSA foi acordada recentemente mas ao contrário do que se poderia pensar, não é garantido que todos os Hypercars possam correr nos Estados Unidos.
O presidente do IMSA, John Doonan, esclareceu que qualquer fabricante Hypercar que queira competir no campeonato WeatherTech SportsCar deve ser uma marca estabelecida no mercado norte-americano, cumprindo ao mesmo tempo os acordos comerciais do organismo sancionador. Doonan confirmou ao Sportscar365 que a participação requer uma produção de 2.500 unidades por ano e também forjar uma parceria de marca automóvel com a IMSA caso esta concorra no Campeonato WeatherTech. Ora isto complica a entrada da Glickenhaus, marca que produz poucos carros por ano, muito longe do número exigido, assim como a entrada da Peugeot que neste momento não tem presença no mercado americano. Mas no caso da Peugeot, como está integrada no grupo Stellantis, tem no seu portfólio várias marcas americanas que poderão servir de porta para o IMSA e talvez por isso se tem falado na entrada da Dodge em Le Mans com um Hypercar, que seria apenas uma adaptação do 9X8 recentemente apresentado pela marca francesa.O interesse pelos LMDh tem sido forte com, Acura, Audi, BMW e Porsche a confirmar projetos LMDh, esperando-se que a Cadillac também faça o mesmo. Outros construtores, como a Lamborghini, Alpine , estão em negociações para se juntarem aos LMDh ou LMH. No caso da Alpine, como já referido anteriormente, a manutenção no endurance depende do sucesso deste ano, quer na pista, quer ao nível da visibilidade da marca. A McLaren mostrou interesse inicialmente, mas parece estar agora 100% focada na F1, com a Indycar a ser, para já, o único projeto forte, fora da F1. A Audi e a Porsche já anunciaram a Multimatic como parceira para o desenvolvimento do chassis e a BMW já tem terá escolhido o motor para o seu LMDh. pelo que do lado das marcas alemãs tudo parece correr de acordo com as expectativas. 2023 poderá ser o ano de ouro para o endurance. O centenário de Le Mans interessa a muitas marcas e com esta janela que se abriu, com a convergência entre a resistência europeia e americana, o interesse tornou-se mais forte. É o sonho de qualquer marca ganhar Daytona e o centenário de Le Mans no mesmo ano e este acordo entre o ACO e o IMSA permite isso mesmo, com custos muito mais controlados e com plataformas mais interessantes.
Foto: José Bispo











