Para se ganhar as 24 horas de Le Mans é preciso fazer uma corrida perfeita e essas corridas só acontecem com alguma sorte à mistura. António Félix da Costa falou de um incidente que poderia ter roubado a vitória ao #38.
Um problema com os pneus na manhã de domingo quase arruinava o esforço da equipa, como explicou o piloto ao autosport.com:
“Disse à equipa no último sector que senti algo estranho no pneu”, explicou o português. “E eles disseram-me: ‘Tens de ficar em pista, não há piloto pronto a mudar’. Como não podia cumprir mais tempo, tinha de sair do carro. E eu disse ‘Rapazes, o pneu está a destruir-se! Eles prepararam o Roberto em 20 segundos, e no último momento em que eu estava a passar pela entrada da via das boxes, eles disseram ‘box agora!’ e eu entrei. Senti o pneu a desfazer-se, mas ao mesmo tempo não tivemos tempo para nos prepararmos, por isso foi um momento muito agitado. Honestamente, poupamos muito tempo aqui, porque o pneu ficou completamente destruído. Fazer uma volta completa com o pneu assim teria sido um grande problema. Tivemos sorte.”
“Tornou a corrida animada e obrigou-nos a manter o foco durante toda a prova”, acrescentou ele, sobre o tempo que perdeu quando ficou à espera à saída da via das boxes pelo Safety Car, quando Robin Frijns bateu com o carro #31. “Tivemos de adicionar óleo a três paragens do fim, não sei se foi uma precaução ou não, mas como tínhamos a liderança, fizemo-lo. E começámos a ver os pneus dianteiros esquerdos a delaminar, nós e o outro carro da equipa. No meu carro foram dois pneus dianteiros esquerdo, o outro carro o mesmo, não foi fácil manter isso sob controlo”.












