A categoria LMP2 sofreu em 2017 uma ‘revolução’ com a presença de quatro construtores e um só motor – o Gibson que deu aos protótipos da categoria mais 100 cv que nos anos anteriores. Os Oreca 07 foram os únicos a conseguirem expressar esste ganho nas primeiras provas do FIA WEC, com os Ligier JS P217 e os Dallara P217 a sentirem dificuldades mesmo no European Le Mans Series.
Contrariamente ao que sucede nos GTE, a classe LMP2 não está sujeita a um sistema de equilíbrio de performances (BoP), mesmo se a Comissão de Endurance da Fia se reserva o direito de adaptar algumas medidas para permitir mais equilíbrio entre os quatro construtores, como alterar o peso mínimo, as dimensões das admissões de ar, a capacidade dos depósitos de combustível e qualquer outra restrição técnica considerada necessária. Só razões de segurança, fiabilidade ou redução de custos podem ser razões de força para alterar aquilo que está homologado para os próximos quatro anos.
Face ao domínio exercido pelos Oreca, a Onroak mostrou a intenção de propor um novo ‘kit’ aerodinâmico para Le Mans. No dia de testes dois dos Ligier JS P217, incluindo o de Filipe Albuquerque, rodaram com um ‘kit’ inédito, que acabou por não ser aceite, isto porque o ACO e a FIA só o aceitariam se os outros construtores estivessem de acordo, o que não veio a suceder.









