LEMBRA-SE DE GORDON JOHNCOCK: Impossível parar


Tal como muitos pilotos da sua era, Gordon Johncock começou a carreira nas ovais de terra batida, ganhando várias corridas de Sprint Cars no estado de Michigan. Com 27 anos de idade, decidiu dar o salto para o Campeonato Nacional, conquistando a sua primeira vitória no ano seguinte, depois de uma épica batalha contra AJ Foyt, no circuito de Milwaukee. Após vários anos com equipas de topo com a Gilmore Racing e a McLaren Cars, Johncock mudou-se em 1973 para aquela que seria a sua principal equipa, a Patrick
Racing, ali permanecendo até 1984. Logo na sua época de estreia com a equipa de Pat Patrick, “Gordy” venceu as 500 Milhas de Indianapolis pela primeira vez, um triunfo infelizmente assombrado pelo acidente do seu colega de equipa, Swede Savage, cujo carro incendiou-se após colisão com o muro.

Johncock liderou mais voltas e foi declarado vencedor quando a corrida foi interrompida devido à chuva, mas em vez de festejar no Victory Lane, deslocou-se ao hospital para se inteirar do estado de saúde de Savage, que viria a falecer um mês mais tarde em consequência dos ferimentos. A ligação à Patrick Racing continuou a dar frutos nos anos seguintes, com Johncock a terminar corridas com regularidade nos cinco primeiros, inclusive em Indianapolis, onde o terceiro lugar na edição de 1976 foi o factor decisivo para o seu título de Campeão Nacional.

Em 1979, teve a distinção de ser o primeiro vencedor de uma corrida sancionada pela CART, em Phoenix, ao volante de um Penske-Cosworth. A sua segunda vitória em Indianapolis ocorreu em 1982, com 45 anos de idade, num Wildcat-Cosworth. Johncock aproveitou um erro de estratégia de boxes de Rick Mears, vencendo a prova com uma vantagem 0,16 segundos. Mears viria depois a afirmar ter visto o vídeo das últimas voltas da corrida várias vezes, «para ver se era assim que podia passar Gordy».

Um acidente em 1983 deixou-o debilitado e Gordon Johncock abandonou as corridas no final da época seguinte, embora não conseguisse estar muito tempo, regressando várias vezes para algumas participações ocasionais, até 1992. Conquistou 25 vitórias em 260 corridas na Indycar, numa carreira que durou quase três décadas. Hoje, Johncock afirma não ter muito interesse em seguir o que se passa no desporto automóvel.