Não foi o começo de época que Filipe Albuquerque certamente sonhou. As 24h de Daytona não lhe correram de feição e o azar andou sempre à espreita.
O andamento mostrado nos treinos livres e na qualificação abriam boas perspectivas para a primeira prova do ano, uma das mais desejadas pelos pilotos, e que Albuquerque já venceu. Mas cedo se percebeu que não era dia de provar champanhe na boxe da Action Express. Os azares sucederam-se e impediram o resultado desejado.
No final da corrida, Filipe Albuquerque era o espelho da desilusão: “Desde cedo que nos apercebemos que este ano, esta corrida, não era para nós. Tudo nos aconteceu: logo no início foi o autocolante do visor que ficou a tapar a entrada de ar do motor. Uma coisa que raramente acontece e que, nos últimos tempos, já me aconteceu duas vezes. Depois um furo, mais tarde, ficámos sem a segunda velocidade e para finalizar a caixa de velocidades cedeu. 11 voltas nas boxes para substituir a caixa e foi o fim. Daí para a frente foi levar o carro até à bandeira xadrez. Não havia nada que pudéssemos fazer”, referiu com alguma frustração o piloto de Coimbra.
Não foi o melhor início de ano mas quando não se consegue fazer uma corrida limpa dificilmente se consegue vencer: “Em 24 horas muita coisa muda, mas quando os percalços começam a acontecer, uns atrás dos outros, é uma missão quase impossível. Não saio satisfeito de Daytona, uma prova que gosto tanto, mas também não saio desmoralizado. Fizemos o que estava ao nosso alcance, a mecânica não esteve do nosso lado e temos de seguir em frente. Foi uma pena…”, concluiu Filipe Albuquerque.












