Henrique Moniz e Jorge Diniz estrearam o seu novo Škoda Fabia RS Rally2 com um oitavo lugar na geral, num ano em que começaram com o ‘evo’, realizando sete provas, quatro no CPR. Em Chaves, depois dos primeiros passos nos Rally2 desde o começo desta época, agora… foi reaprender tudo de novo: “Foi um rali difícil, é um tipo de condições de que não gosto muito, com a estrada muito suja, e ainda por cima na estreia do carro. O facto de o carro ser novo para nós tornou as coisas um bocadinho mais difíceis. Por isso, estive o rali todo à procura de um feeling que o outro carro já me dava, já estava mais ‘feito’ a ele. Neste RS, é um bocadinho diferente e mais difícil. É um carro em que temos de andar mais ‘em cima dele’.
O ‘evo’ não é um carro tão agressivo a nível da eletrónica do motor, é mais linear. Este é um carro que tem um binário muito mais forte, ‘pega’ mais em baixas. Nas zonas de baixa velocidade, torna as coisas um bocadinho mais difíceis para o piloto, pois requer habituação.
Além disso, fizemos apenas 8 km de testes e não deu para conhecer o carro como eu queria. Mas pronto, usámos o rali para isso. As coisas até não correram mal; conseguimos, em algumas secções dos troços, ser bastante rápidos, até mais do que aquilo que eu pensava. Ainda assim, se voltar, em princípio irei fazer o Rali Vidreiro também neste carro, mas o Algarve, em princípio, será com o ‘evo’.
Estamos a ponderar o que vamos fazer daqui para a frente. A ideia seria, no final do ano, trocar para um carro desta última geração, mas se calhar vamos antecipar o caminho e começar já a trabalhar neste. Não sei, vamos ver”, começou por dizer Henrique Moniz, que detalha ainda mais o processo em que se encontra: “Temos muita coisa para analisar, a minha condução também; há coisas que tenho de melhorar, há muita coisa que ainda trago das duas rodas motrizes, a forma de travar, a forma de curvar, também.
As diferenças deste carro são essencialmente na forma de guiá-lo, devido ao chassis e ao motor. O motor é muito mais forte, mas é um carro muito bom, que requer habituação”, disse.
Aprender e Reaprender
Henrique Moniz estava num processo de aprendizagem com o ‘evo’ e, depois de alguma habituação, trocou para um modelo mais recente e teve de recuar outra vez no processo de aprendizagem. Isto porque estes carros, de fora, ‘só’ parecem semelhantes, mas quem os guia tem uma visão muito diferente: “Sentimos logo isso na quinta-feira, no teste. Quando peguei a primeira vez no carro, senti efetivamente que tinha de trabalhar o carro de forma diferente. Mas depois, ao longo dos quilómetros que fizemos e do conhecimento que fomos ganhando da estrada, o à-vontade também acabou por ser relativamente grande. Houve, naturalmente, algumas hesitações aqui e ali. Ainda por cima, o ritmo do CPR está muito forte, o que é bom, pois obriga-nos também a trabalhar mais e melhor. É isso que vamos fazer já para o Algarve: trabalhar de forma mais afincada para conseguirmos dar um passo em frente e ver se nos aproximamos ainda mais dos pilotos da frente.”










