Apesar do balanço das primeiras três rondas do Campeonato de Portugal de Montanha ser amplamente positivo até agora, Joaquim Teixeira, Presidente da APPAM – Associação dos Pilotos Portugueses de Automóveis de Montanha, entidade que, juntamente com os clubes organizadores, faz parte do consórcio promotor do campeonato, acredita que são necessárias mudanças.
Segundo o responsável, as primeiras três provas mostram que o CPM está de boa saúde, mas entende que o calendário de 2023 não se adequa às necessidades do campeonato:
Com três provas para analisar, duas realizadas e a deste fim-de-semana, as listas de participantes revelam, e comparação com 2022, que foi já um ano recorde, um crescendo consolidado da média de pilotos por prova. Estamos com uma média superior a seis dezenas de inscritos por prova e agora vamos trabalhar para manter e, se possível, ainda melhorar estes registos nas cinco provas subsequentes do calendário”, disse Teixeira, citado pela vmotores.pt .
“As mudanças cirúrgicas que têm vindo a ser introduzidas no regulamento técnico e desportivo do campeonato, mesmo tendo provocado, como é natural, alguma celeuma, estão a revelar-se capazes de serem sedutoras para mais pilotos. Para o que resta da época, para além de mantermos o atual número, excelente quer em quantidade, quer em qualidade dos protagonistas e dos carros”.
“Temos tido algumas reclamações por parte dos pilotos, sobretudo no que respeita ao calendário. Têm toda a razão, embora o alinhamento de provas deste ano tenha tido de obedecer a alguns condicionalismos que provocaram alterações ao primeiro calendário apresentado e que levaram a que os eventos ficassem muito perto uns dos outros. Aliás, teremos quatro provas no espaço de mês e meio, algo que é incomportável para as equipas, incomportável ainda para os pilotos, quer a nível financeiro, quer no que concerne à gestão técnica da época. Uma avaria, uma falha de material e a falta de tempo pode provocar danos nas ambições desportivas. Isto tem de ser resolvido no próximo ano. O campeonato não se pode resumir a quatro ou cinco meses, com um interregno de meio ano para a época seguinte. A época de Montanha deverá ter começo, como agora, em março, mas deverá estender-se até outubro, novembro, com o máximo de uma prova por mês.










