O CPM 2023 apresenta o um calendário condensado com um ritmo competitivo elevado, o que não agradou à maioria das equipas. A exigência de uma competição que acontece praticamente de 15 em 15 dias é grande e nem todas as estruturas estão preparadas para isso. José Carlos Magalhães, patrão da MNE Sport equaciona mesmo a não presença no campeonato em 2024 se a situação se mantiver.
Dividido entre a tarefa de dirigir e coordenar a MNE Sport e estar ao volante do Mitsubishi Lancer Evo X, José Carlos Magalhães aponta críticas à forma como está calendarizada a competição. Facto que tem condicionado bastante a sua atuação.
«Houve aqui e ali um ou outro percalço de estarmos inseridos numa competição que se disputa de quinze em quinze dias e, por isso, com a possibilidade de haver “aventuras” e é algo que muito honestamente teremos de alterar para o ano. Porque senão teremos de equacionar muito a nossa presença em todo o campeonato. Não podemos ter sete provas em três meses e meio. Repito o que disse no ano passado. Isto condiciona fisicamente – estamos todos muito cansados. Financeiramente é muito complicado, porque nem conseguimos ter o tempo normal para contemplar mais “sponsors”. Honestamente, estamos um pouco cansados de tudo isto. E apercebemo-nos que as outras equipas também começam a estar na mesma situação. Além de aparecerem inúmeros problemas mecânicos. Acho mesmo que temos todos de repensar estas datas, independentemente de ser vontade de clubes ou câmaras municipais. O que sei é que os pilotos são sempre os últimos a ser ouvidos e não podemos estar a três provas do fim e já ter o campeonato praticamente decidido. E depois as equipas vão fazer o quê? Temos mesmo de repensar isso», desabafa José Carlos Magalhães.









