Filipe Palmeiro está a caminho da sua 10ª participação no Dakar. Em 2016 o experiente navegador português irá voltar a integrar a X-Raid, navegando, pelo segundo ano consecutivo, o checo Boris Garafulic. O AutoSport esteve à conversa com o piloto para saber como antevê a próxima edição da maratona sul-americana que irá passar somente por dois países, Argentina e Bolívia.
“Acho que este ano o Dakar vai ser uma corrida muito mais ao sprint do que nos anos anteriores devido às saídas do Perú e do Chile, os quais marcavam alguma diferença em termos de dureza do percurso. Aquilo que se calcula é que vá ser uma prova muito mais técnica, muito mais do género de rali/baja, por não se disputar tanto em terreno aberto, como era o caso do Chile e do Perú. É lógico que vão sempre haver algumas etapas que vão marcar a diferença mas as grandes diferenças que há em termos de pisos encontram-se sempre mais junto ao Oceano Pacífico”, explicou.
“Acho que este Dakar vai ser mais complicado que os anteriores porque a partir do momento em que temos menos areia e é muito mais pista do que outra coisa, provavelmente vai haver muito menos erros e pilotos a desistirem. Aí as dunas e o fora de pista fazem muita diferença e são esse tipo de situações que realmente fazem a dureza do Dakar. Claro que em termos de navegação é tudo muito relativo. Isto porque pode haver um ponto que marque a diferença e baralhe toda a gente. Na Argentina, por exemplo, há muitos rios e às vezes andamos dentro de rios secos e em que falhar a entrada de um rio, que podem estar pouco visíveis, é um das coisas que pode marcar a diferença. Mas no Perú e no Chile o tipo de piso alterava-se muito mais rapidamente”, finalizou.









