Guillaume de Mevius: “objetivo é terminar no top 10 neste Dakar e apontar para o Top5”

Por a 30 Dezembro 2023 16:14

Guillaume de Mevius estreou-se no Dakar nos T3 em 2022 com um abandono, mas regressou em 2023 e assegurou um pódio no T3 com duas vitórias em etapas. Este ano o desafio é maior já que corre com uma Toyota Hilux T1+ da Overdrive Racing.

No clã De Mevius, o automobilismo é um assunto de família. O seu pai, Grégoire, e o seu irmão, Ghislain, também são pilotos. Grégoire De Mevius conta com nada menos que oito participações no Dakar. O ‘tal’ piloto que encantou no Rali de Portugal de 1989 aos comandos do seu BMW M3 com as cores da Fina…

Já o jovem belga começou a sua carreira nos ralis na Bélgica antes de assegurar uma participação na Citroën Racing no WRC2 para a época de 2019.

A Overdrive foi fundada por Jean-Marc Fortin e pelo seu pai, pelo que foi um passo natural para ele era embarcar na aventura dos rally-raid. Seguindo os passos do seu pai, Guillaume disputou o seu primeiro Dakar em 2022 com as cores da equipa Red Bull Off-Road Junior, que estava então equipada com OT3s, os ‘protótipos leves’ desenvolvidos pela Overdrive Racing.

A sua primeira participação terminou com um abandono na etapa 5, mas depois de uma vitória na etapa do segundo dia. Na sequência, o homem de Namur assumiu o comando do projeto OT3, rebatizado G Rally Team OT3, com um G para a inicial, a inicial de todos os rapazes da família De Mevius.

Com o duplo chapéu de diretor e piloto, Guillaume competiu com François Cazalet no seu segundo Dakar na categoria T3, patrocinada pelo próprio Nasser Al Attiyah.

Líder da categoria durante dois dias antes da metade do percurso, Guillaume caiu para o 3º lugar no final. Ficou obviamente desapontado por não ter mantido o primeiro lugar, mas satisfeito por ter terminado o Dakar pela primeira vez. No final de 2023, após duas épocas em T3, entra na grande liga.

No Rali de Marrocos, ele e François disputam a sua primeira prova W2RC ao volante de uma Toyota Hilux T1+ Overdrive. Entre o Top 5 e o Top 10 em quatro dos cinco dias do final da época, o homem que fará 30 anos em 2024 provou que será uma força a ter em conta no seu primeiro Dakar em Ultimate.

Já não é François, que trabalhou para a TGR ao lado de Saood Variawa, mas outro francês experiente, Xavier Panseri, que será o responsável pela navegação. O copiloto de 52 anos de Haut-Doubs vai participar no seu 10º Dakar. Nos últimos anos, Xavier especializou-se em acompanhar os recém-chegados à disciplina.

Após dois anos em T3 ao lado de Fernando Alvarez na South Racing, o francês regressa a um carro no Dakar, o seu 8º na categoria rainha, marcado por quatro Top 10.

Residente em Varsóvia há quinze anos, após três títulos de campeão nacional em ralis tradicionais, Xavier foi o primeiro concorrente a combinar Dakar e Monte Carlo em 2015, quando as datas tradicionais da corrida no sul de França foram adiadas por uma semana para permitir que a imprensa acompanhasse os dois eventos. Desde então, nunca mais falhou um Dakar. Já de Mevius: “não tinha planeado de todo partir para o meu terceiro Dakar num auto. Digamos que, por vezes, as coisas acontecem por acaso. O meu objetivo era passar para T1 em 2025, depois de uma época completa do W2RC 2024 em T3.

Mas surgiu uma oportunidade quando Nasser Al Attiyah anunciou, após a Baja Aragon, que ia deixar a Toyota. Foi então que nasceu a ideia de vir para os T1+ mais cedo do que o planeado.

Por detrás da entrada no Rallye du Maroc com uma Hilux, o objetivo era conseguir uma equipa oficial. Não éramos os únicos a pensar nisso e não conseguimos, apesar de as discussões estarem bastante avançadas. Mas foi apenas um adiamento e é para isso que estamos aqui agora. A Hilux é um produto muito acessível para os gentlemen drivers. Com a minha experiência nos ralis tradicionais, já conduzi carros potentes e não senti qualquer apreensão quando experimentei este.

No Rali de Marrocos, fizemos tempos à frente de pilotos como Peterhansel e Sainz, por isso estou muito satisfeito com isso e espero que seja um bom augúrio para o futuro. O meu objetivo é terminar entre os 10 primeiros neste Dakar e apontar para o Top 5.

Depois disso, quem sabe, quando se olha para o Moraes no ano passado… Não posso esperar ganhar etapas ou a vitória geral, é preciso tempo para isso. A única desvantagem é que eu e o Xavier nunca andámos juntos numa corrida. Mas não estou preocupado com isso. Temos um ano especial pela frente e é aí que podemos deixar a nossa marca.

Seth Quintero e eu somos os dois primeiros jovens pilotos a passar de T3 para T1. É arriscado e ousado tentar fazer cócegas aos mais velhos, e com razão, porque eles ainda são bons! Mas espero ter o que é preciso para lhes fazer cócegas. O objetivo é participar na época do W2RC, mas o orçamento ainda não está finalizado. Há uma boa hipótese de participarmos no ADDC, que se segue ao Dakar”, disse.

FOTO Facebook Guillaume de Mevius

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