Uma luta de ‘galos’. Será assim a competição na categoria dos automóveis nesta edição de 2017 do Dakar. A Peugeot espera colher os frutos do enorme investimento que tem vindo a fazer desde 2014, à procura da segunda vitória consecutiva que irá confirmar todo o projeto e cimentar o seu lugar como o segundo construtor com mais triunfos no Dakar (pode chegar aos seis; melhor só a Mitsubishi, com 11).
A equipa de sonho composta por Stéphane Peterhansel, Carlos Sainz, Sébastien Loeb e Cyril Despres mantém-se inalterada e conta também com um renovado Peugeot 3008 DKR (no lugar do 2008) para cimentar esse estatuto. Enquanto Stéphane Peterhansel é novamente o principal candidato a somar o seu 13º troféu no Dakar (sétimo nos automóveis), tudo indica que o caminho será bem mais duro para os buggies da Peugeot em 2017. Não só porque o restritor foi igualado entre os 4×2 e os 4×4 (é agora de 38 mm para ambos), mas também porque a Toyota segurou os serviços de um ‘artista’ de peso: Nasser Al-Attiyah, vencedor de todas as provas da Taça do Mundo FIA de TT em que participou este ano, e antigo duplo vencedor do Dakar. Junta ao piloto do Qatar estão ainda Giniel de Villiers e o novo recruta Joan ‘Nani’ Roma.
Já a X-Raid de Sven Quandt enfrenta uma fase de transição, mesmo estreando um novo MINI All4 Racing. Mikko Hirvonen será o líder da estrutura alemã, seguido por Orlando Terranova, Yazeed Al Rahji e o rookie Bryce Menzies – os únicos a contarem com a mais recente evolução do MINI. Por falar em estreantes, destaque para Khalid Al Qassimi (Peugeot) e Nicolas Fuchs (HRX) – duas figuras dos ralis que irão aventurar-se pela primeira vez nestas lides.
Os outsiders
De forma natural, as equipas oficiais são as principais favoritas à vitória. Porém, esporadicamente surgem sempre pilotos privados que baralham as contas das classificações e deixam todos espantados. É o caso de Erik Van Loon, que surge como o mais sério candidato a poder incomodar o pelotão oficial da Peugeot, Toyota e MINI. Ao volante de uma Toyota Hilux, o piloto holandês quererá certamente repetir o brilharete de 2015, onde foi quarto, então com um MINI.
Mas também do versátil Romain Dumas, que terá em mãos, pelo segundo ano consecutivo, o Peugeot 2008 DKR, neste caso a máquina vencedora no ano passado. Dada a qualidade do plantel ‘oficial’, um lugar no top 5 será difícil, mas a entrada no lote dos 10 pilotos mais fortes está ao alcance deste especialista das corridas de resistência.
Nota também para os pilotos do Mundial de Ralis, que surgem cada vez em maior número no Dakar (Martin Prokop, Nicolàs Fuchs, Xavier Pons e o Sheikh Khalid Al Qassimi), e ainda para os experientes Christian Lavielle e Ronan Chabot, criados no Dakar africano e cientes do que é preciso para ficar no top 10.
André Bettencourt Rodrigues e Alexandre Melo















