Nos SSV, Xavier De Soultrait / Martin Bonnet (Polaris RZR Pro R/Loeb Fraymedia Motorsport-RZR Factory Racing) venceram a primeira etapa, com a dupla lusa Alexandre Pinto / Bernardo Oliveira (Polaris RZR Pro R Sport/Old Friends Rally Team) na segunda posição a 3m34s. Terceiro posto para Brock Heger / Max Eddy (Polaris Rzr Pro R/Loeb Fraymedia Motorsport-Rzr Factory Racing) a mais 14 segundos.
Francisco ‘Chaleco’ Lopez/Álvaro Leon (BRP Can-Am Maverick R/Can-Am Factory Team) foram quartos a 4m02s na frente de Gonçalo Guerreiro / Maykel Justo (Polaris Rzr Pro R/Loeb Fraymedia Motorsport-Rzr Factory Racing), 31 segundos mais atrás.
João Monteiro / Nuno Morais (BRP Can-Am Maverick R/Can-Am Factory Team) foram 12º, João Dias / Daniel Jordão (Polaris RZR Pro R Sport/Santag Racing) terminaram no 15º posto devido a uma penalização de 15 minutos, e Hélder Rodrigues / Gonçalo Reis (Polaris RZR Pro R Sport/Santag Racing) em 21º também devido a uma penalização, mas de sete minutos. De Bruno Martins / Eurico Adão (Polaris RZR Pro R Sport/Santag Racing) ainda não há classificação final.
Filme da Etapa
A categoria SSV começou com Hunter Miller no comando ao km 108, pilotando um Can-Am com uma vantagem clara de 1 minuto sobre Xavier de Soultrait, que ascendeu a segundo. O francês de Soultrait, vencedor do Dakar 2024, ficava atrás do canadiano nesta fase intermédia, enquanto o experiente “Chaleco” López ocupava a terceira posição a 1m13s. Brock Heger deslizou para quinto, a quase 2 minutos, com o português Hélder Rodrigues a manter consistência logo atrás.
Fase intermédia: Polaris reage, liderança muda de mãos
Ao km 180, a paisagem desportiva tinha-se alterado: Xavier de Soultrait assumiu o comando, destronando Miller (+1m26s) e abrindo uma vantagem de 2m48s sobre Alexandre Pinto. Esta foi também a zona de transferência onde os concorrentes podiam recorrer às equipas de assistência para troca de pneus e trabalho mecânico. O retorno de Polaris à liderança — através de De Soultrait — marcava uma mudança de dinâmica competitiva no confronto entre o fabricante francês e a Can-Am.
Mantendo a dianteira ao km 215, De Soultrait consolidava a sua posição com uma frente mais clara: agora com dois pilotos Polaris atrás dele, nomeadamente o português Alexandre Pinto (+1m30s) e Gonçalo Guerreiro (+2m36s). Hunter Miller deslizou para décimo, a 6m15s, uma queda abrupta que sinalizava dificuldades na segunda metade da especial. O melhor Can-Am passou a ser “Chaleco” López, quarto a 3m14s, mantendo a marca americana no pódio mas longe de competir pela vitória.
Reta final: De Soultrait explode e vence com autoridade
Xavier de Soultrait cruzou a meta em primeiro lugar após uma última investida que consolidou a sua posição de liderança, conquistando a vitória com 3m34s de vantagem sobre Alexandre Pinto e 3m48s sobre Brock Heger.
O resultado configurou um 1-2-3 de Polaris no pódio, com “Chaleco” López (+4m02s) e a sua Can-Am na quarta posição, sumarizando a supremacia do fabricante francês na categoria SSV desta etapa.
A vitória adiciona-se ao palmarés impressionante de De Soultrait no Dakar: duas vitórias em moto e agora cinco em SSV, colocando-o como primeiro líder da categoria SSV na edição de 2026.
Presença portuguesa e dinâmica final
Os pilotos portugueses Alexandre Pinto e Gonçalo Guerreiro consolidaram-se no topo da classificação de etapa, com Pinto em segundo e Guerreiro em terceiro, demonstrando força competitiva nacional na categoria, enquanto Hélder Rodrigues manteve a sua consistência habitual no grupo intermédio, mas foi fortemente penalizado – sete minutos – tal como João Dias, neste caso em um quarto de hora.
A supremacia de Polaris na categoria SSV estabelecia uma base sólida para as etapas seguintes, enquanto a liderança de De Soultrait, conquistada através de uma recuperação demonstrativa na reta final, confirmava o seu estatuto de campeão defensor com capacidade de lidar com adversários múltiplos em diferentes fases da prova.










