Miguel Nunes (Skoda Fabia Rally2 Evo) venceu o Rali da Madeira pela segunda vez na sua carreira, num triunfo totalmente merecido, construindo a sua vantagem ao longo da prova, aproveitando também os atrasos de Kris Meeke, Diego Ruiloba e Giandomenico Basso, por motivos distintos. Apesar de ter estado na luta desde o primeiro troço, chegou à liderança na PEC5, após o furo sofrido por Giandomenico Basso, alargou a margem durante a tarde do 1º dia, 9.6s face a João Silva, colocando-se a uma distância que em condições normais já não permitia recuperação. Hoje, sábado, limitou-se a controlar esse avanço, e triunfou com toda a categoria.
Miguel Nunes assinou uma prestação de enorme consistência e inteligência competitiva, coroada com a conquista da liderança e o triunfo final na prova madeirense. Beneficiando do ritmo forte que imprimiu e sabendo tirar partido dos azares e desistências de adversários diretos, o piloto local geriu com eficácia as margens na frente do rali.
O piloto destacou a excelente afinação do seu Skoda Fabia Rally2 Evo, herdada desde o Rali da Calheta, o que lhe permitiu andar sempre muito próximo dos mais rápidos de forma consistente.
João Silva (Toyota Gr Yaris Rally2) foi segundo, bem tentou, mas os problemas de travões na tarde de sexta-feira atrasaram-no e a margem depois afigura-se impossível de recuperar. João Silva protagonizou uma prova de grande combatividade, assumindo-se como um dos principais animadores da luta pelos lugares cimeiros. Apesar de ter perdido tempo precioso devido a problemas de sobreaquecimento nos travões na parte complementar da etapa e de um erro inicial na super especial, o piloto madeirense assegurou um meritório segundo lugar final.
Antes, depois de criticar abertamente a aplicação tardia de penalizações por toques em chicanes sem a devida nomeação de juízes de facto, questionando a verdade desportiva, foi ouvido e recuperou – como todos os outros – os 10 segundos de penalização. A luta pelo Campeonato da Madeira fica agora ainda mais difícil.
Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2) foi terceiro e concretizou uma das suas exibições mais sólidas e conseguidas em estradas madeirenses, alcançando o pódio na classificação absoluta e o objetivo primordial de vencer entre os concorrentes inscritos no Campeonato de Portugal de Ralis. Com uma postura consistente e sem cometer erros, o piloto nortenho manteve-se sempre na discussão direta pelos lugares de topo.
Iniciou a prova no top 10 da super especial e na frente das contas particulares do CPR, venceu a segunda passagem pelo Santo da Serra, batendo a concorrência por margens mínimas e subindo ao quarto posto da geral, assumiu-se solidamente como o melhor representante nas contas do campeonato nacional, rodando em lugares de pódio absoluto e assim terminou, fazendo uma boa operação no CPR.
Desta feita demonstrou total agrado com o comportamento do carro e a escolha de pneus e o resultado ficou à vista.
Miguel Caires (Skoda Fabia Rs Rally2) foi quarto classificado, o seu melhor resultado de sempre no Rali da Madeira.
Rubricou uma prestação de excelente regularidade, culminada com um notável quarto lugar na classificação geral absoluta. O piloto madeirense soube aproveitar os incidentes alheios para subir na tabela e segurar a posição com inteligência e bom andamento. Subiu ao sexto lugar da classificação geral após a atribuição dos tempos nominais na sequência de neutralizações, depois consolidou a quinta posição da geral, gerindo o andamento face aos adversários mais diretos, pressionou os lugares imediatos, mantendo uma curta distância de 3.1s para o quarto classificado, passou Rúben Rodrigues na PEC12, ascendendo ao quarto posto da geral e depois segurou com sucesso o quarto lugar final nos derradeiros troços da prova.
Sem dispor de um andamento capaz de discutir diretamente os triunfos parciais com os homens da frente, Caires maximizou o potencial do seu Skoda Fabia Rs Rally2, tirando partido do profundo conhecimento do terreno e de uma exibição isenta de erros graves.
Quinto posto para Rúben Rodrigues (Toyota Gr Yaris Rally2), que realizou uma prova de elevado nível competitivo na Madeira, confirmando as fortes credenciais para o título nacional de ralis. Apesar de ter sido severamente condicionado por problemas técnicos de natureza eletrónica ao longo de várias classificativas a válvula pop off ‘fartou-se’ de abrir – o piloto açoriano assegurou um excelente resultado e uma posição de conforto nas contas do CPR. Manteve-se no top da tabela do CPR, mesmo debatendo-se persistentemente com falhas de rendimento mecânico, cedeu a quarta posição da geral para Miguel Caires na sequência de uma troca por margens mínimas e concluiu o rali num muito positivo quinto lugar absoluto, segundo do CPR, o mais importante para si.
Pedro Almeida (Toyota Gr Yaris Rally2) completou o rali com uma toada de regularidade estrita, terminando na sexta posição da geral. Embora não tenha demonstrado ritmo suficiente para se imiscuir na luta direta pelos lugares do pódio absoluto, o piloto do Toyota manteve uma conduta segura perante os percalços da prova.
Na PEC7 ganhou posição na tabela direta ao superar Ricardo Teodósio durante a classificativa do Ribeiro Frio, encurtou distâncias face aos adversários diretos no top 10, alargou a vantagem sobre Ricardo Teodósio para uma margem superior a nove segundos e consolidou com sucesso o sexto posto final da geral.
O piloto reconheceu as dificuldades encontradas ao longo de um percurso longo e exigente, queria mais, mas termina em terceiro do CPR, o que não é nada mau.
Ricardo Teodósio (Citroen C3 Rally2) realizou um rali de contenção e adaptação ao contexto competitivo, terminando na sétima posição da classificação geral. O piloto do Citroën C3 Rally2 procurou extrair o máximo partido do pacote técnico disponível, mantendo-se regular face às adversidades da prova insular.
Na fase inicial da prova assumiu posições intermédias no top 10 após a aplicação dos tempos nominais da manhã, depois cedeu a posição transitoriamente para Pedro Almeida e assim ficou. A sua prestação pautou-se por uma condução cautelosa, focada em assegurar pontos preciosos e um resultado compatível com o contexto competitivo em que se insere no campeonato nacional.
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