O atraso de Mattias Ekstrom colocou forte pressão na Audi, que apesar de continuar a liderar a prova, perdeu um forte guarda-costas para Carlos Sainz, que agora tem que suportar sozinho a pressão de Sébastien Loeb. ao fim ao cabo, um papel que o francês também está a fazer, pois também não tem ‘rede’. Seja como for, para os dois pilotos é mesmo o tudo ou nada pois num contexto destes em que nenhuma das marcas ainda venceu o Dakar, Audi e BRX e também Sébastien Loeb procura a sua primeira vitória, todos preferem “antes quebrar do que torcer”…
O acampamento da Audi no dia de descanso teve boas razões para celebrar o desempenho das suas equipas. Apesar de Stéphane Peterhansel ter sido eliminado da competição na etapa de 48 horas, a dupla continua na corrida como um fiel escudeiro pronto a ajudar os seus irmãos de armas sempre que necessário.
Ninguém esperava que acontecesse tão cedo, mas aos 47 quilómetros da sétima especial, Mattias Ekström partiu o eixo traseiro esquerdo do seu RS Q e-Tron.
O seu ‘cavaleiro andante’, leia-se, Stéphane Peterhansel veio em seu socorro a todo o galope, apenas para descobrir que a reparação do carro demoraria pelo menos duas horas. Por mais cavalheiresco que fosse, assumir esta árdua tarefa teria deixado Carlos Sainz com a espada de Dâmocles pendurada sobre a sua cabeça se a especial também lhe corresse mal.
No final, ‘Peter’ voltou a fazer-se à estrada, deixando o segundo piloto da geral à espera do camião de assistência da equipa. As esperanças do sueco de vencer ou, pelo menos, de terminar no pódio estão em frangalhos, mas a marca com os quatro anéis entrelaçados também sofreu um grande golpe.
Agora, só um campeão pode levar o troféu para casa pela Audi, mas, pelo lado positivo, Sainz terá agora dois tenentes dedicados ao seu lado nas lutas que se seguirão.
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