A chuva baralhou as contas a toda a gente na Baja Portalegre 500 e nos SSV, categoria em que a competitividade está muito elevada, Ricardo Domingues foi quem melhor se saiu nas pistas alagadas e enlameadas do Alto Alentejo.
Ricardo Domingues é líder nos SSV na Baja Portalegre 500. O piloto do Can-Am segue na liderança com uma vantagem de 19.24s para a dupla Alexandre Pinto e Fábio Belo em máquina idêntica. João Dias completa os três primeiros, todos da equipa da Benimoto Racing, a cerca de 48s da liderança e a 29.42s do segundo lugar.
Roberto Borrego e Nuno Abrantes colocam outro Can-Am, da equipa Vitória Fe by Sgs Car, na quarta posição, a quase um minuto da liderança, mas a apenas 9.2s do lugar mais baixo do pódio.
Como se percebe, a competição na categoria dos SSV está ao rubro.
O nível competitivo na Baja Portalegre 500 está muito elevado e a instabilidade das condições climatéricas está a contribuir para que a corrida se torne ainda mais imprevisível.
Com a chuva forte da última noite e desta manhã, os pilotos encontraram as pistas em condições muito diferentes do que poderiam pensar. O terreno tornou-se mais escorregadio e enlameado e promoveu uma maior incerteza no desenrolar da prova. João Dias, que chegou a Portalegre na frente do campeonato e da taça do mundo, começou da melhor maneira e estabeleceu o melhor tempo nos 3,4 quilómetros do primeiros sector selectivo.
O piloto do Can-Am confessa que encontrou as condições mais difíceis que alguma vez viu em competição e não ficou surpreendido por perder a liderança. Por sua vez, Ricardo Domingues não escondia a satisfação por fechar a etapa inaugural na frente da classificação.
“Estou muito feliz, muito contente. Sabia que vinha com um ritmo forte, mas a corrida é mesmo muito difícil. É o Portalegre de há uns anos. Vamos tentar manter o ritmo durante a etapa de amanhã, mas é uma grande incógnita”, admitiu o líder da Baja Portalegre 500.
A discussão pela vitória vai ser muito renhida. A meteorologia aponta para que as condições climáticas continuem instáveis e a classificação está apertada. Os três primeiros estão separados por 48,6s e os dez melhores enquadram-se num intervalo de tempo inferior a três minutos.
A segunda etapa realiza-se durante o dia de amanhã e os pilotos vão competir num sector selectivo, apenas, mas que tem mais de 300 quilómetros de extensão.
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