A Baja España-Aragón 2026, prova que deveria decorrer entre 24 e 26 de julho, foi oficialmente suspensa pelo Governo de Aragão devido ao risco extremo de incêndios florestais e às condições meteorológicas adversas na região de Teruel, estando a organização a trabalhar com as autoridades para encontrar uma nova data para a realização da prova ainda durante o corrente ano.
O Comunicado Oficial na íntegra:
GOVERNO DE ARAGÃO
Departamento de Presidência, Justiça, Cultura e Desporto
22/07/2026
O Governo de Aragão suspende a Baja España-Aragón 2026 e vai trabalhar com a empresa organizadora para a sua realização este ano
Esta medida sustenta-se nos relatórios técnicos que recomendavam esta decisão face ao risco extremo de incêndios.
O Governo de Aragão decidiu a suspensão da Baja España-Aragón 2026, prevista entre os dias 24 e 26 de julho, perante o risco extremo de incêndios, e irá trabalhar com a empresa organizadora da prova, a Esedos Events & Productions S.L., para a realização da competição noutra data do presente ano. A decisão foi adotada à luz dos relatórios técnicos que recomendavam esta medida e após uma reunião que contou com a participação da vice-presidente do Governo de Aragão, Mar Vaquero; da presidente da câmara de Teruel, Emma Buj; da delegada territorial do Governo de Aragão em Teruel, Rosa Sánchez; dos diretores-gerais do Interior e Emergências, Miguel Ángel Clavero, e de Gestão Florestal, Ana Oliván, além de responsáveis da empresa organizadora.
O adiamento responde à previsão de alerta vermelho e de risco extremo de incêndios florestais durante os próximos dias na província de Teruel e no conjunto de Aragão. Perante este cenário, marcado pelas altas temperaturas, rajadas de vento, baixa humidade relativa e um território especialmente seco após um prolongado período sem precipitação, a vice-presidente do Governo de Aragão sublinhou que se afigura imprescindível evitar o tráfego rodoviário intenso e a concentração de espetadores que uma prova destas características comporta, minimizando assim qualquer risco acrescido para o território.
Do mesmo modo, o Executivo autonómico teve muito presente a situação excecional vivida em Aragão durante as últimas semanas, inédita nas últimas décadas, em que os incêndios florestais exigiram um esforço extraordinário por parte dos operacionais de extinção e do conjunto dos serviços de emergência. Com esta decisão pretende-se também evitar uma pressão acrescida sobre as pessoas que têm trabalhado na extinção de incêndios e no apoio aos habitantes afetados, que enfrentaram jornadas de máxima exigência e que poderão voltar a ser necessários caso ocorram novos fogos. A proteção daqueles que integram estes dispositivos, juntamente com a necessidade de não agravar os riscos decorrentes de uma prova desta natureza nas atuais circunstâncias, constituiu um fator determinante para a adoção desta medida.









