As soluções para o futuro do Dakar e o balanço aos prejuízos inerentes à anulação da última edição serão dois dos principais assuntos que estarão em cima da mesa na reunião que está a ter lugar, hoje, em Lisboa, entre os responsáveis da Amaury Sport Organization e a João Lagos Sports.
O encontro surge numa altura em que as relações entre as duas organizações estão algo azedadas, na medida em que os franceses não reagiram muito bem à hipótese levantada por João Lagos de recriar um Lisboa-Dakar à margem da ASO, caso esta considerasse não ter condições para manter a prova no continente africano.
Segundo apuramos, a ASO vai propor nesta reunião aquilo que o AutoSport já avançou na sua última edição, ou seja, que Portugal receba a partida da próxima edição, sendo palco das pré-verificações aos concorrentes europeus antes da partida para o continente sul-americano, onde tudo indica vai mesmo realizar-se a edição do próximo ano.
João Lagos vai, por seu lado, insistir na ideia que há futuro para o Dakar em África, relembrando que os governos dos países mediterrâneos – Portugal, Espanha, França Itália e Malta (norte) e Marrocos, Tunísia, Argélia, Líbia e Mauritânia (sul) -, reunidos em Rabat, Marrocos, na passada segunda-feira, manifestaram a sua determinação em assegurar as condições necessárias de segurança à passagem do rali naquela região.
Mas se nada de verdadeiramente relevante se espera desta reunião, o mesmo já não se poderá dizer do encontro marcado pela FIA para o próximo sábado, que juntará à mesma mesa os responsáveis das várias organizações (nomeadamente do ACP) e principais equipas.












