A tensão entre a Liberty Media (detentora dos direitos comerciais da F1) e Max Verstappen atingiu um ponto crítico no início de 2026. Com os novos carros finalmente em pista para os testes de pré-temporada, as críticas, antes meramente teóricas, tornaram-se palpáveis, revelando uma “agitação” da Liberty com fundamentos económicos e de imagem bem definidos.
A Liberty Media investiu fortemente para transformar a F1 num espetáculo global, com especial foco no mercado norte-americano. Para a empresa, a narrativa devia focar-se na “evolução tecnológica” e na “sustentabilidade”. No entanto, quando um piloto como Max Verstappen afirma publicamente que os carros são “estranhos de conduzir” ou que o motor parece “perder o fôlego” nas retas, está a desvalorizar o produto que a Liberty vende aos patrocinadores.
Stefano Domenicali e Greg Maffei terão mantido reuniões “privadas, mas firmes” com a Red Bull, sugerindo que as críticas públicas de Max prejudicam o crescimento da modalidade. Contudo, Verstappen não criticava por mero capricho; ele expressava o que realmente sentia.
Após os primeiros quilómetros em pista, fez um diagnóstico complexo, criticando severamente a nova geração de monolugares e comparando-os a “Fórmula E com esteróides”. Acrescentou que a pilotagem perdeu parte da identidade tradicional da F1. Verstappen, conhecido pelo seu purismo, considera que a ideia de asas que se movem constantemente para reduzir o arrasto nas retas e aumentar a carga nas curvas se assemelha, nas suas palavras, “demasiado a um videojogo e pouco ao instinto puro”.
Verstappen percebia que a visão da Liberty Media se centra no espetáculo e no entretenimento, com corridas mais renhidas de forma artificial. Em contrapartida, defendia o desporto puro, onde o carro mais rápido deve vencer sem truques aerodinâmicos.
Neste contexto, a Liberty Media manifestou grande preocupação com as críticas de Verstappen às regras de 2026. E não era apenas Verstappen; Lewis Hamilton também ecoava frustrações com os carros mais lentos em curvas rápidas.
Perante este cenário, a Liberty Media temia um impacto negativo na imagem global da F1, e surgiram rumores sobre uma possível saída do piloto neerlandês.
FOTO MPSA Agency











Muito bem max!
P.Q.P. a Liberty media, a “evolução tecnológica” e a “sustentabilidade” que deram cabo da modalidade! Devia criar-se um campeonato de F1 paralelo, para pilotos a sério e não para gamers! Quem quer sustentabilidade vá andar de carrinhos de esferas que não poluem! Quem quer evolução tecnológica vá fazer corridas de robots onde os pilotos não existem ou quem quer correr sem riscos vá andar a pé!!! A massificação e a obsessão do lucro destruiram a F1 e as corridas de automóveis na maior parte das modalidades (menos nos rallyes e pouco mais…).