O Balance of Performance irá ser sempre motivo de discussão em qualquer competição que use este modelo. Mas em Zandvoort terá sido evitado um problema de grandes dimensões.
Segundo avança o touringcartime.com, várias equipas estiveram prestes a não ir para a pista, caso não fosse feita uma mudança no BoP. Em cima da mesa estava a última mudança, que aumentou o peso do Lynk & Co em 10kg, mas aumentou a potência para os 100% (ao contrário dos 97.5%). Esta mudança deu frutos na qualificação, com os quatro carros da marca chinesa nas quatro primeiras posições da qualificação de sábado, com larga margem.
As equipas mostraram o seu descontentamento e numa reunião com todas as equipas, na qual não participou o responsável da Cyan, foi exigida uma mudança no BoP. Várias equipas ameaçaram não correr e pairou no ar a possibilidade de se realizarem corridas com menos 16 carros em pista.
O BoP foi alterado e e colocado com os mesmo níveis das rondas anteriores. A Lynk & Co voltou a conquistar a pole já como novo BoP, mas desta vez a distância foi de apenas 0.1 para o concorrente mais directo (ao contrário da qualificação 1 em que a diferença foi de mais de 0.5 seg.).
Terão surgido criticas por parte de algumas equipas que a situação da Lynk&Co é semelhante à da Citroen no WTCC e que a equipa tem um programa de fábrica. É um facto que a marca chinesa tem investido muito no WTCR, mas a grande maioria das equipas tem um forte apoio das marcas e o WTCR é agora um campeonato de marcas disfarçado.
Este tipo de criticas e jogos não é novidade e já no ano passado por esta altura foi feita uma alteração no BoP que prejudicou a Hyundai que ficou fora dos pontos em Zandvoort. Muitos suspeitaram que a equipa levantou deliberadamente o pé como forma de provar a suposta injustiça da medida. Veremos se este tipo de jogadas não se repete ou abre um precedente que poderá afastar potenciais interessados no campeonato que tem tudo para ser um sucesso.












