Oliver Solberg roçou vitória com a ponta dos dedos, mas ‘ofereceu’ o ouro ao bandido
A ronda de encerramento da temporada colocou em confronto direto os três candidatos ao ceptro: Elfyn Evans, Sami Pajari e Oliver Solberg. Numa ilha italiana a acolher a final do campeonato pela primeira vez, as exigentes estradas de terra e o piso seco condicionaram o primeiro dia de prova através do habitual efeito de limpeza de trajetória.
Entrando na ronda com uma vantagem pontual de 17 pontos sobre Pajari e 21 sobre Solberg, Evans enfrentou as maiores dificuldades ao abrir a pista, encerrando a sexta-feira no sexto posto. Aproveitando uma posição de partida mais vantajosa, Solberg ascendeu ao comando da prova no sábado. O cenário apertou-se para o derradeiro dia com uma margem virtual reduzida a seis pontos, ficando a decisão remetida para os pontos bónus de domingo e para a Power Stage.
O momento decisivo aconteceu na segunda passagem por Osilo – Tergu, quando Evans sofreu um furo que o obrigou a trocar de pneu, perdendo cerca de dois minutos. Afastado dos pontos de domingo, o piloto britânico entrou para a Power Stage com uma vantagem virtual de apenas um ponto sobre Solberg. Na classificativa final, quem fizesse o melhor tempo garantia o título. Solberg cumpriu parciais mais rápidos, mas cometeu um erro na reta final e saiu de estrada. Embora tenha conseguido regressar e assegurar a vitória no rali, cruzou a meta a 8,9 segundos de Evans.
No rescaldo da prova, Oliver Solberg manifestou orgulho na sua campanha de estreia na equipa e reconheceu o mérito do novo campeão mundial: “Em primeiro lugar, quero dar os parabéns ao Elfyn e ao Scott. Eles merecem com certeza, têm sido muito consistentes toda a época”, começou por afirmar o piloto. “Ter sequer tido uma oportunidade com a minha época em montanha-russa parece incrível. Comecei a acreditar cada vez mais ao longo do fim de semana, e ficar tão perto é difícil.”
Sobre o desfecho na derradeira tirada, Solberg explicou o risco assumido: “Na Power Stage sabia que tinha de forçar ao máximo para bater o Elfyn, mas não tinha a certeza se estava a fazer o suficiente, por isso tentei forçar ainda mais. Depois cometi um pequeno erro no fim, não consegui salvar o carro e saímos de estrada.”
Apesar do desfecho, o piloto salientou o balanço positivo do ano: “Para a minha primeira época com esta equipa, continuo orgulhoso do que conseguimos alcançar. Dei o meu coração e tentei tudo até ao muito fim, e espero ter mais algumas oportunidades para tentar novamente.”









