Jon Armstrong, navegado por Shane Byrne, terminou este domingo o Rali da Sardenha na sétima posição da classificação geral, igualando o seu melhor resultado de sempre no Campeonato do Mundo de Ralis na sua temporada de estreia na categoria Rally1.
Estratégia de consistência compensa em terreno exigido
A estrear-se competitivamente na Sardenha, a dupla enfrentou um traçado desconhecido, marcado por notas totalmente novas e pisos extremamente exigentes. O arranque ficou condicionado na manhã de sexta-feira por um furo na quarta especial (SS4), obrigando a uma paragem para substituição que os remeteu para o 16º lugar antes da assistência a meio do dia.
A resposta surgiu de imediato na parte da tarde, com Armstrong e Byrne a registarem o quinto e sexto tempos mais rápidos nas especiais SS6 e SS7, respetivamente, recuperando posições até encerrarem o primeiro dia no oitavo posto.
Apesar da concorrência direta e da cedência de uma posição para Takamoto Katsuta (Toyota) no arranque de sábado, a dupla manteve-se longe de problemas. Beneficiando posteriormente do abandono de Thierry Neuville e de outras incidências em prova, como a desistência de McErlean, Armstrong ascendeu ao sétimo lugar à entrada para a derradeira etapa. Uma condução limpa e calculada durante as duras classificativas de domingo permitiu-lhe segurar a posição até ao final.
Balanço positivo e foco no futuro
No final da prova, Jon Armstrong não escondeu a satisfação pelo objetivo cumprido, destacando a complexidade de estrear-se num rali tão peculiar: “O Rali da Sardenha terminou. Foi a minha primeira vez aqui, por isso não sabia o que esperar, mas nos reconhecimentos foi muito difícil perceber a velocidade a que devíamos conduzir, e depois as estradas eram mesmo muito duras quando lá chegámos”, afirmou o piloto.
Destacando a estratégia delineada para a prova italiana, Armstrong sublinhou a importância de evitar percalços: “Tínhamos apenas a estratégia de nos mantermos longe de problemas e chegar ao fim do rali, portanto esse objetivo foi alcançado.”
O piloto britânico fez ainda o balanço da época de estreia com o carro da categoria Rally1, reconhecendo os desafios enfrentados ao longo do ano. “Foi espetacular fazer parte do último evento com o carro Rally1. No geral, a época teve alguns momentos altos, mas muitos baixos. Penso que podemos estar felizes com o nosso potencial e, esperemos conseguir aplicar a experiência que ganhamos este ano para melhorar ainda mais no próximo.”










