Thierry Neuville não terminou da melhor forma o Rali da Sardenha, prova de encerramento do Campeonato do Mundo de Ralis, após sofrer um despiste no sábado, terminando da pior forma uma temporada marcada por dificuldades e contratempos competitivos. Ainda voltou no domingo, para se ‘despedir’ dos Rally1, mas o sabor agridoce ficou.
A prova italiana começou de forma promissora para a Hyundai, com Neuville e o navegador Martijn Wydaeghe a lutarem pelos lugares da frente logo na sexta-feira, repartindo os triunfos em troços com os colegas de equipa Adrien Fourmaux e Alexandre Coria, num total de cinco vitórias parciais que sublinharam o ritmo do Hyundai i20 N Rally1 nas estradas de terra da Sardenha.
Contudo, a ambiciosa estratégia da equipa desmoronou-se durante a jornada de sábado. Vários incidentes e furos condicionaram as tripulações, com Fourmaux e Coria a sofrerem dois furos no mesmo dia, o que os afastou da discussão pelos lugares do pódio. A situação agravou-se com a desistência de Thierry Neuville e Martijn Wydaeghe após um acidente na especial PEC11, depois de o piloto ter perdido a traseira do carro e embateu contra uma árvore, arrancando uma roda.
O balanço de uma época complexa e o alívio pelo desfecho
O desfecho em solo italiano espelha as dificuldades enfrentadas pelo belga ao longo do ano de 2026, um período marcado por obstáculos e incidentes de diversa ordem, incluindo um capotanamento violento registado na ronda anterior no Chile. Apesar de ter assegurado a única vitória da temporada para uma marca fora do universo da Toyota, o desempenho global ficou condicionado por dificuldades de adaptação ideal aos comandos do veículo.
No rescaldo do acidente, Thierry Neuville não escondeu o descontentamento com o rumo competitivo da temporada, deixando palavras de agradecimento e desculpas à estrutura da equipa pelo empenho demonstrado ao longo de 13 épocas de parceria: “Estou super desapontado com o fim de semana, mas feliz por terminar a época com uma vitória final na Power Stage”, afirmou o piloto, submetendo um agradecimento especial à equipa. “Foi um ano desafiante, por isso gostaria de dizer um enorme obrigado à equipa – eles estiveram fantásticos. Estivemos juntos durante 13 épocas, passámos por muitos altos e baixos, e estes últimos dois anos têm sido difíceis, mas a equipa permaneceu empenhada e motivada.”
O piloto belga acrescentou ainda o orgulho por ter conquistado um triunfo para a estrutura este ano, que por pouco não foram dois, e aproveitou para felicitar os concorrentes pelo trajeto. “Finalmente, parabéns ao Elfyn, ele esteve perto tantas vezes e merece o título. O Oliver também esteve muito bem este fim de semana e por pouco não resultou, por isso parabéns a ele também.”









