Sébastien Ogier e Elfyn Evans chegam novamente a Monza na luta pelo título mundial de ralis, mas ao contrário de 2020, era o galês que tinha vantagem, e acabou por perder. Será que desta vez os papéis se invertem?
O ano passado Evans estava na frente com 14 pontos de vantagem face a Ogier. Agora é o francês que tem um significativo avanço: 17 pontos e falta uma prova. Parece que está na mão de Ogier? Sim, parece, mas nem tudo o que parece é pois este é uma disciplina que tem passado por alguns dos mais espantosos capítulos finais e nas montanhas perto de Milão e no circuito de Monza, tudo pode suceder no Rally de Monza. Ninguém está a tomar nada por garantido.
Falando com ambos os pilotos, companheiros de equipa na Toyota Gazoo Racing, após o seu teste pré-evento em Itália, duas coisas tornam-se muito óbvias muito rapidamente.
A primeira é o estado de espírito totalmente relaxado de Ogier. Esta semana é o culminar da sua última campanha completa no WRC e, após 13 anos e sete títulos, quase oito. Está pronto para descansar e para algum tempo em família. Ogier já esteve nesta posição várias vezes. Será que ele quer o título deste ano? Claro que sim.
A segunda parte óbvia desta questão é a abordagem de Elfyn Evans. Na sua mente, o galês convenceu-se de que um atraso de 17 pontos faz desta prova apenas mais uma. Mas pode não ser. Basta Ogier ter um problema ou um azar, como ele próprio teve o ano passado, e Evans fazer o seu trabalho.
Um problema de caixa de velocidades na Grécia deu uma grande ‘porrada’ nas suas hipóteses de chegar ao título, mas a subsequente vitória da Finlândia e segundo lugar em Espanha permitiram-lhe reduzir a diferença para Ogier de 44 pontos para 17. Desta forma ressuscitaram as esperanças de um terceiro campeão britânico, a seguir a Colin McRae e 20 anos depois de Richard Burns. Evans vai continuar e fazer o seu trabalho o melhor que puder.
Se isso for suficiente e a sorte o favorecer nos próximos dias, então que assim seja.












