Sami Pajari encerrou a época a confirmar o potencial que vinha a deixar apenas vislumbrar no início do ano, combinando finalmente rapidez com consistência. Depois de uma fase inicial sólida, mas sem grande brilho, o finlandês terminou 2025 com nota amplamente positiva e um pódio para coroar o esforço.
Pajari já tinha dado sinais de competitividade com resultados como o quarto lugar no Quénia e o quinto no seu rali “de casa”, na Finlândia, mas muitos esperavam um salto qualitativo em termos de andamento. Esse passo acabou por surgir nas derradeiras provas: no Japão, o finlandês conquistou o primeiro pódio da carreira no WRC ao terminar em terceiro, e na ronda final, na Arábia Saudita, discutiu mesmo a vitória antes de fechar em quarto numa prova marcada pela imprevisibilidade.

Ao longo do ano, o finlandês evoluiu na gestão de ritmo e riscos, mostrando capacidade para ser rápido em diferentes pisos e condições. A ambição para 2026 será naturalmente a primeira vitória absoluta no Mundial, objetivo que exigirá um fim de semana praticamente irrepreensível, sem erros e com todos os pormenores competitivos alinhados.
Pajari fez um balanço positivo da época: “Tivemos, mais ou menos, andamento de pódio em quase todos os tipos de superfície. Talvez sejamos melhores em algumas condições do que noutras, mas o nosso primeiro pódio chegou em asfalto.”
O finlandês sublinhou ainda o peso dos detalhes: “Quando estás em posição de lutar pelo pódio, depois é uma questão de circunstâncias. Se as coisas correm a teu favor ou não acaba por decidir se consegues a vitória. Claro que ainda tenho de trabalhar a minha condução, mas acredito que agora tudo se decide nos detalhes mais ínfimos.”









