Os motores dos World Rally Car sofrem no Rali do México devido à falta de oxigénio resultante das altitudes dos troços, mas não é só a esse nível que a questão se coloca já que também a aerodinâmica fica afetada. De forma positiva, e negativa. Fique a saber porquê…
O Rali do México tem a
particularidade da totalidade dos seus troços se realizarem em
significativas altitudes, a mais do que 2000 metros, algumas zonas
quase a 3.000, o que redunda em grandes dificuldades para os motores,
devido à progressiva falta de oxigénio.
Isso leva a que as
potências dos motores sejam reduzidas em cerca de 20% (alguma
equipas comunicam perdas menores) mas para lá dos motores há outros
aspeto que é bem menos falado, a aerodinâmica.
Esta também
é afetada significativamente no Rali do México, já que com o facto
do ar ser mais rarefeito, há muito menos oxigénio, o seu peso é
muito menor na aerodinâmica dos carros existindo uma perda de cerca
de 20% tanto na força descendente, downforce, quanto no ‘drag’, ou
arrasto (o downforce é a força que empurra o carro contra o chão,
o ‘drag’, é a resistência do carro ao ar).
Isto origina uma
situação curiosa. Em teoria, o carro anda mais porque não tem
tanta resistência (drag), mas também tem menos downforce, o que
empurra o carro contra o chão. Portanto, os pilotos e as equipas
deparam-se com um rali completamente diferente dos restantes em
terra. Resumindo, motores menos potentes, menos desgaste de pneus,
menos downforce e um arrasto mais facilitado…











