Até aqui,a s equipas oficiais do WRC sempre construíram os seus carros de ‘fio a pavio’, mas este ano com a passagem para os híbridos, por uma questão de custos e de modo a que o material seja igual para todos, foi contratada uma empresa externa, a Compact Dynamics, que desenvolve e fornece o sistema híbrido às três equipas.
Mas como sempre, o WRC é um ‘banco de teste’ que leva os materiais aos limites e a falha que sofreu Ott Tanak no seu Hyundai i20 N Rally1 na Suécia foi muito frustrante pois a equipa ‘recebeu’ uma luz vermelha, que já sabia significar o abandono e 10 minutos de penalização por cada troço não cumprido.
Ora, Tanak sabia que utilizando a tática que nós usamos nos nossos computadores, quase sempre, o desliga e volta a ligar é suficiente para que tudo volte ao normal, mas no caso do WRC as regras dizem que luz vermelha significa abandono imediato por questões de segurança. Para piorar a situação, na Toyota já sucedeu os pilotos nem sequer perceberem se estava tudo bem porque sendo verdade que não havia luz vermelha, também não havia verde.
A FIA está preocupada, diz que resolver essa questão é prioridade e ofereceu um ‘rebuçado’ Às equipas: não são 10 minutos, mas sim 2 minutos de penalização. Ajuda, mas não resolve o problema. Hyundai, Toyota e M-Sport Ford dizem que é um passo na direcção certa, mas os pilotos da Hyundai preferem que a Compact Dynamics trabalhe para impedir que algo semelhante volte a suceder.
Ott Tanak é de opinião que baixar as penalizações não resolve o problema, acrescenta: “não faz diferença nenhuma”, e explica: “O sistema híbrido não foi feito especificamente para os ralis. É para aí que devemos olhar e não para a redução das penalizações. Se liga a luz vermelha é algo que não controlamos como equipa, portanto as penalizações (a redução) não fazem qualquer diferença. Os ralis são um desporto duro e os sistemas híbridos têm de ser destinadas aos ralis. E neste momento não o são. Eles precisam, é de se concentrar em melhorar estes sistemas para que possamos fazer ralis sem problemas com eles. A verdade é que tive de abandonar na Suécia e ainda agora eles (ndr, Compact Dynamics) não nos conseguem dar uma razão para o abandono”, disse.
A verdade é que, problemas mecânicos fazem parte dos ralis, mas o que se queixam os pilotos e as equipas é que sendo este um sistema externo, custa-lhes mais quando é essa a razão do seu abandono. Sinceramente, esperamos que não seja a Compact Dynamics a decidir o campeonato.












