A edição de 2018 do Rali da Catalunha (25 a 28 de outubro) é a penúltima ronda do WRC, sendo o único rali com pisos mistos do campeonato. Um dos grandes destaques da lista de inscritos é o regresso da Volkswagen Motorsport, agora com dois Polo R5, depois de quase dois anos de ausência. O campeão de 2003, Petter Solberg, regressa depois de seis anos de ausência, com um dos Polo, e Ken Block também está de regresso, depois de quatro anos de ausência, com um Ford Fiesta WRC. Sebastien Loeb também vai fazer a sua última participação da temporada, sendo o seu terceiro rali com a Citroen. Como curiosidade, existe o facto de os irmãos Solberg estarem com números seguidos, Petter com o 49 e Henning (Skoda Fabia R5) com o 50.
Vão estar presentes 14 WRC, entre os 76 inscritos. São 21 carros no WRC2 e quatro equipas no WRC3, existindo também quatro inscritos com as regras nacionais, com os N5. A lista de inscritos inclui 22 Peugeot 208 R2, da Peugeot Rally Cup Iberica, mas este campeonato apenas cobre as sete primeiras sete especiais. Daqui a três semanas, termina a temporada, na Austrália, e esta é a última oportunidade para os europeus verem alguns dos pilotos antes das trocas de equipa.
A Catalunha pode ser um ponto de viragem para os diversos campeonatos. A Skoda Motorsport tem, na sua equipa, Kalle Rovanpera e Jan Kopecky, que pode confirmar o título em Espanha. Vai ser o sexto rali da temporada de Kopecky, que venceu os cinco ralis anteriores em que participou. Ainda não se sabe quais serão os pilotos da equipa checa na Austrália, mas cada piloto só pode ter sete resultados, contando os seis melhores.
Os quatro carros do Grupo N5 representam a mais recente manifestação dos ralis, através do Apéndice J, que regula a elegibilidade dos carros que podem participar em ralis do WRC. Os N5 seguem os Maxi Rally da Argentina e os AP4 da Austrália e Ásia, não podendo assegurar pontos dos campeonatos FIA. Estas regras permitem homologações locais de alguns componentes como motor e transmissão em carros de produção, um conceito que a FIA está a desenvolver através do KIT-R4, que será usado a partir de 2019.
O rali, em Salou, é similar ao dos anos recentes. A prova parte de Salou às 13h15 de quinta feira para rumar a Barcelona para a super especial na zona de Montjuich, em asfalto, mas com pneus e suspensões de terra, voltando depois a Salou. As especiais de terra são disputadas na sexta-feira e nos restantes dias o piso é de asfalto. A ordem das especiais de terra foi trocada e, assim, a especial de quase 39 quilómetros, La Fatarella-Vilelba, vai ser a última de cada secção. Ao contrário do habitual, vai existir assistência a meio do último dia. Algumas especiais mudaram o sentido em que são percorridas e, no último dia, teremos menos duas especiais. Thierry Neuville vai ser o primeiro na estrada, seguido de Sebastien Ogier e Ott Tanak. Martin Holmes











