WRC, Rali da Arábia Saudita: Martins Sesks erra mas lidera, luta pelo título (quase) reduzida a dois…
Martins Sesks surpreende e comanda estreia saudita, enquanto os candidatos ao título sofrem…
O Rally da Arábia Saudita começou com guião menos esperado mas ainda assim previsível: Mārtiņš Sesks, sem experiência recente ao volante de um Ford Puma Rally1, assumiu o protagonismo e lidera a nova ronda do WRC após as quatro primeiras especiais, num cenário em que os três candidatos ao título mundial lutam mais contra o pó, a estrada e as pedras do que contra o cronómetro.
Depois de ter sido terceiro na super-especial de abertura na véspera, Sesks arrancou para o primeiro dia em terra e muita pedra com autoridade, somando triunfos na PEC2 e PEC3 e construindo uma vantagem inicial de 7,3 segundos. Na PEC4, em Khulays, cometeu o mesmo erro que antes tinha apanhado Elfyn Evans, falhando uma bifurcação e sendo obrigado a fazer marcha-atrás, perdendo aí todo o tempo desse engano.
Ainda assim, chegou à assistência conservando a liderança, 1,3s à frente de Adrien Fourmaux e com Sami Pajari apenas 1,7s da frente, depois de o finlandês ter vencido a própria PEC4 com um ritmo forte num troço descrito como “muito duro e cheio de pedras soltas” e ideal para furar.
Atrás do trio sensação da manhã, Ott Tänak ocupa o quarto lugar, em registo sólido mas ainda à procura de total confiança naquele que é o seu último WRC a tempo inteiro, pelo menos, até ver…
Thierry Neuville é quinto, posição que poderia ser melhor não fosse um furo lento e um para-brisas rachado que o atrasaram na primeira secção, antes de recuperar tempo na PEC4 e superar Takamoto Katsuta.
Para os candidatos ao título, a manhã foi tudo menos simples. A abrir a estrada, Evans, Ogier e Rovanperä – por esta ordem – apanharam o piso mais solto, com pouca aderência e muito cascalho à superfície, sendo obrigados a varrer a estrada e a criar uma linha ideal, boa trajetória, se preferir, para todos que que vinham a seguir.
Sébastien Ogier, principal rival de Evans na luta pelo campeonato, é sétimo a 27,6s de Sesks, classificando as condições como “terríveis” e admitindo que, nesta fase, o principal objetivo é evitar danos.
Sendo o primeiro na estrada, Elfyn Evans teve ainda mais dificuldades: além da falta de tração, cometeu um “erro estúpido” ao falhar a mesma bifurcação de Sesks e chegou ao meio-dia em oitavo, a mais de 50s da frente, embora ainda com uma ligeira vantagem teórica sobre Ogier nas contas do título, que é sétimo, 8.1s na frente de Evans.
Kalle Rovanperä viu as suas já escassas hipóteses de título reduzirem-se ainda mais devido a um furo, também em Khulays, sem ter batido em nada, conforme assegurou. Optou por não parar para trocar a roda, perdendo quase 50s – perderia muito mais se tivesse pardo – caindo para 10.º, imediatamente atrás de Nasser Al-Attiyah, que regressa ao WRC na sua primeira participação desde 2015 e já mostra solidez numa prova em que conhece bem o tipo de terreno, muito semelhante ao Dakar que ali se realizar daqui a pouco mais do que um mês…
No seio da M-Sport, o contraste é evidente: enquanto Sesks lidera, os restantes Puma Rally1 estão fora do top 10. Grégoire Munster continua a lutar pelo ritmo e ainda teve de “gerir” um furo na PEC4, ao passo que Josh McErlean perdeu bastante tempo a trocar um pneu logo na PEC2, desperdiçando uma boa posição de partida na estrada.
É a diferença entre pilotos pagantes e outro que merece oportunidades no topo do WRC pois já provou que rapidez não lhe falta, mesmo depois de muito tempo sem competir de Rally1.
Com Sesks, Fourmaux e Pajari separados por apenas 1,7 segundos, Tänak ainda à espreita e os três candidatos ao título obrigados a recuperar terreno no meio de condições traiçoeiras, o Rally Arábia Saudita está a confirmar tudo o que prometia: um teste extremo à precisão, paciência e sangue-frio, onde cada erro se paga caro e ninguém pode dar o rali por garantido à saída do primeiro loop.
Gus Greensmith (Skoda) lidera o WRC com 10.2s de avanço para Kajto Kajetanowicz (Toyota) com Roope Korhonen (Toyota) 17.8s mais atrás. Mas os RC2, são liderados por Oliver Solberg (Toyota) já Campeão do WRC2, e sem pontuar nesta prova, com 34.1s de avanço para Greensmith.

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