Os ralis do Mundial apresentam constantemente novos desafios às equipas e aos pilotos, ainda mais num ano em que tudo mudou. Esta é a primeira vez que os novos WRC 2017 estão a disputar uma das provas que mais desafios coloca aos motores dos carros, e o que é mais extraordinário é ninguém se ter lembrado duma questão tão simples. Quando as coisas começaram a acontecer, as cabeças pensantes começaram a funcionar e a explicação logo surgiu: “A velocidade média da primeira parte do El Chocolate é muito baixa, pois essa zona do troço é sinuosa e a subir muito. E isto é o pior que pode acontecer a um motor a que se está a exigir esforço e não arrefece o suficiente” começou por dizer fonte da M-Sport: “Todos fizemos cálculos, mas até chegar aqui nós não sabíamos nada”, disse, explicando que os motores sobreaqueceram devido à velocidade baixa da primeira parte do troço, e quando chegou a parte rápida, onde é mais fácil arrefecer motores, estes já estavam nos limites: “Na primeira etapa, Seb recebeu um aviso, mas os outros carros [Evans e Tanak] ficaram alarmados. Um aviso é apenas isto, avisa-te de algo, mas um alarme significa que que estás na área crítica da temperatura. Começámos o rali a tentar otimizar a parte aerodinâmica, mas não o arrefecimento, e talvez isso não tenha sido a atitude certa”, terminou.
Rodrigo Fernandes













