A incerteza em torno do Rali da Arábia Saudita, devido à situação de segurança no Médio Oriente, tem dominado a discussão nas últimas semanas. A organização mantém o trabalho previsto para receber a prova e o WRC vai adiar ao máximo a decisão. Mas os planos de contingência começam a ser delineados e Portugal pode ser a solução.
Caso a ronda saudita seja cancelada, existem duas opções possíveis: encontrar um evento substituto ou fazer com que a temporada termine em outubro, no Rali da Sardenha. A FIA foi questionada durante o Rali da Finlândia, no final de julho, sobre se tinha um plano de contingência preparado para o caso de a ronda saudita ser cancelada, mas o organismo regulador não deu uma resposta concreta. A única informação objetiva fornecida foi a de que uma decisão sobre o Rali da Arábia Saudita será tomada até meados de setembro.
Os rumores sobre o que poderá acontecer intensificam-se e a publicação francesa Autohebdo avançou agora com um novo candidato: segundo a revista, caso o rali saudita não possa realizar-se em Jidá, será substituído especificamente por outro evento em terra, o Rally Six Cities North of Portugal, organizado pela Demoporto, que serve de final do Campeonato da Europa de Ralis, entre 23 e 25 de outubro. Os meios de comunicação espanhóis também especularam sobre possíveis substitutos para a ronda saudita, tendo sido mencionados tanto o Rali de Catalunha como o rali de terra em torno de Granada como potenciais sedes para a final do campeonato.
Segundo pudemos apurar, a Catalunha estava bem colocada para ficar como palco alternativo, mas esse cenário está agora praticamente descartado, com alguns pormenores e questões de autorizações que complicaram o processo. No caso da prova portuguesa, o cenário é exigente. Passar de uma potencial lista de 90 inscritos para 120, de forma a receber o WRC, exige um parque de assistência com condições e tamanho para receber toda a caravana. A entrada de Braga na organização abre mais hipóteses, mas essa é uma questão que tem de ser avaliada com cuidado. E é preciso recordar que a organização está calibrada para receber a prova do ERC que, compreensivelmente, tem uma exigência diferente. Em pouco mais de quatro meses, não será tarefa fácil adaptar tudo à exigência do mundial. Ao nível dos troços, será preciso acrescentar mais um dia, aproveitando tudo o que o ERC faz e que já está devidamente acautelado e pronto.
Assim, Portugal pode mesmo receber a jornada final do mundial de ralis, mas para esse cenário se materializar ainda é preciso alinhar vários pormenores. Em setembro deveremos ter mais certezas sobre o que pode ser o fim de época do WRC.











