É muito curiosa a abordagem de Esapekka Lappi quanto ao que pode acontecer com os novos WRC de 2022, que como se sabe, vão ser aligeirados em alguns aspetos, incluindo a suspensão, e isso deverá obrigar os pilotos a alterar a sua forma de pilotar. Até aqui, desde 2017, o caminho tem sido exatamente o inverso, já que os pilotos vinham de uma era em que a questão aerodinâmica dos carros não se colocava tanto, e desde 2017 sabem que o apoio aerodinâmico permite-lhes, curvarem bem mais depressa, pois a força descendente gerada pelas enormes asas permite-o.
Só que, com novas suspensões, essa questão vai mudar: “Provavelmente vai ser bem diferente dos carros atuais. Acho que vamos ter que cuidar mais do carro e pensar em que zonas se pode forçar ou gerir. Tenho a certeza que em algumas zonas difíceis, será mais exigente para o carro” disse Lappi ao Dirtfish, explicando depois que faz esta comparação baseado no que aprendeu com os R5, ou Rally2, se preferir: “Tenho a experiência dos R5 que são definitivamente mais fracos que os WRC. Já perdi va´rias vezes rodas nos R5 e com os WRC habituei-me a ir passar por cima de tudo por isso, provavelmente em 2022 vou ter de começar a lembrar-me como era há quatro anos e tentar ser inteligente”.












