Foi, como se esperava, um final de rali muito emocionante para todos, com Craig Breen a ser lembrado pelos seus colegas, sem exceção. Elfyn Evans/Scott Martin (Toyota GR Yaris Rally1), regressam aos triunfos ano e meio depois, e com eles Rui Francisco Soares, o engenheiro português do piloto.
Numa prova em que Sébastien Ogier/Vincent Landais (Toyota GR Yaris Rally1) e Kalle Rovanperä/Jonne Halttunen (Toyota GR Yaris Rally1) cedo ficaram arredados da luta pelo triunfo, devido a furos, Evans foi para a frente, e apesar da pressão crescente de Ott Tänak/Martin Järveoja (Ford Puma Rally1), também pequenos problemas mecânicos no Ford, por exemplo o mau funcionamento do travão de mão no segundo dia, e a constantes referências do piloto estónio à falta de consistência do carro e performance, não permitiram que chegasse mais longe, alcançando no entanto um importante segundo lugar.
Terceiro lugar para uma muito emocional dupla, Esapekka Lappi/Janne Ferm (Hyundai i20 N Rally1), algo que é perfeitamente compreensível face ao que sucedeu na semana anterior, com a morte de Craig breen num acidente nos testes para a prova croata.
Foi a muito custo que a equipa decidiu marcar presença na Croácia, e só depois de consultada a família e o navegador de Craig Breen, James Fulton, sendo desejo de todos que a Hyundai honrasse o piloto marcando presença, que seria certamente o que ele desejaria que acontecesse.
Ainda por cima, a Hyundai esteve por intermédio de Thierry Neuville/Martijn Wydaeghe (Hyundai i20 N Rally1) em boa posição para prestar a melhor homenagem possível, que seria a vitória na prova, mas um despiste do belga no segundo dia quando liderava, impediu que isso sucedesse. Inclusive, Neuville até pediu desculpa à equipa, porque sabia da importância que teria essa vitória para o espírito de todos.
Kalle Rovanpera terminou em quarto, na frente de Sébastien Ogier, sendo o máximo que conseguiram recuperar com os atrasos que sofreram, no caso de Ogier ainda com mais uma penalização de 1m10, 60 segundos por terem apertado mal os cintos depois de troca da roda com o pneus furado e no dia seguinte, com um problema mecânico que tiveram de resolver na ligação chegando um minuto atrasados a um troço.
Takamoto Katsuta/Aaron Johnston (Toyota GR Yaris Rally1) terminaram em sexto uma prova difícil, pois o asfalto ainda é uma superfície mais complicada para o japonês, com Pierre-Louis Loubet/Nicolas Gilsoul (Ford Puma Rally1) a terminar em sétimo, muito longe da frente, uma prova em que se limitou a assegurar que chegava ao fim.
No WRC2, segunda prova do ano, segundo triunfo para Yohan Rossel/Arnaud Dunand (Citroën C3 Rally2), que bateram Nikolay Gryazin/Konstantin Aleksandrov (Škoda Fabia RS Rally2) por 16.1s com os campeões de 2022,
Emil Lindholm/Reeta Hämäläinen (Škoda Fabia RS Rally2) a terminar no pódio.
Provas complicadas para Adrien Fourmaux/Alexandre Coria (Ford Fiesta Rally2), quartos, na frente de
Sami Pajari/Enni Mälkönen Škoda (Fabia RS Rally2) e Gus Greensmith/Jonas Andersson (Škoda Fabia RS Rally2).
Nicolas Ciamin/Yannick Roche (Volkswagen Polo GTI R5) foi protagonista da prova, mas despistou-se no segundo dia quando lutava pela liderança de Rossell. Oliver Solberg/Elliott Edmondson (Škoda Fabia RS Rally2) terminou em décimo da geral, mas não contou para o WRC2, pois não nomeou a prova para pontuar.
Com estes resultados, Sébastien Ogier mantém a liderança do campeonato, mas agora ex-aequo com Elfyn Evans, que vai ter que abrir a estrada no Rali de Portugal. Segue-se Kalle Rovanpera, com menos um ponto, e Ott Tanak, quatro pontos atrás de Ogier e Evans. Thierry Neuville soma 58, menos 11 que os líderes.
Ogier não vem a Portugal, mas regressa depois na Sardenha. Tal como fez na Suécia após vencer o Monte Carlo, pensa sempre em potenciar as suas hipóteses de ganhar ralis, sendo bem provável que perca várias posições após a prova portuguesa.
Segue-se agora o Rali de Portugal, dentro de duas semanas e meia.










