A Compact Dynamics empresa que fornece o sistema híbrido dos novos Rally1, rotulou a estreia no Rali de Monte-Carlo como ‘um grande sucesso’. Pela primeira vez na sua história de quase 50 anos, os principais concorrentes do WRC foram movidos por algo mais do que apenas um motor de combustão interna.
A Compact Dynamics e a Kreisel Electric juntaram-se para fornecer uma unidade elétrica híbrida comum, e baterias a todos as equipas de fábrica, fornecendo aos carros um espectacular impulso elétrico de 136 cv (100kW).
O diretor da Compact Dynamics, Oliver Blamberger, afirmou: “A equipa trabalhou arduamente durante alguns tempos difíceis com a pandemia. Durante o verão e o outono, estivemos realmente ocupados, mas penso que este primeiro evento de WRC híbrido foi um grande sucesso. O feedback que tivemos das equipas é bom, elas estão contentes”, acrescentou ele.
Blamberger admitiu que a época ainda vai trazer desafios, tais como o Rally Suécia do próximo mês, o evento tradicional de inverno do WRC que decorre regularmente com temperaturas baixas que podem atingir os -20°C.
“Já vimos algumas temperaturas negativas, e os materiais estão todos a funcionar como deveriam. Isto é automobilismo, se encontrarmos alguns ‘gremlins’ nos primeiros ralis, então podemos melhorar as coisas.
Nos testes e no rali, também assistimos a alguns fortes acidentes – especialmente para o Hyundai [de Thierry Neuville], que terminou num rio. A unidade é estanque, não tivemos problemas com isso ou com as cargas de choque”.
Embora alguns pilotos tenham registado problemas com o sistema híbrido, não houve falhas demasiado significativas no sistema e não houve abandonos como resultado direto de um problema híbrido. Contudo, há um caminho a percorrer por parte das equipas e da Compact Dynamics, o que é natural pois no WRC os concorrentes levam tudo ao extremo e por isso é natural que surjam ainda dificuldades. Por exemplo no Rali de Monte Carlo, entre outros pequenos problemas como já foi referido, Sébastien Loeb fez um troço sem sistema híbrido e a bateria precisou de um reset. A FIA tem dois técnicos nos ralis, a que se juntam mais três da Compact Dynamics.












