Qualquer pessoa a quem for perguntado qual é a equipa que menos troços venceu este ano, responde Citroën, o que é verdade. Mas então, qual é a razão porque por exemplo numa prova como o México a Citroën tenha sido a equipa que mais troços venceu, e na Córsega, venceu tantos quantos os vencedores do rali. Qual foi a diferença? É simples: Pilotos.
Há muito que já ficou claro para toda a gente que a principal razão da Citroën não andar mais vezes na frente dos ralis já não é o carro, mas sim a dupla de pilotos. No México e Córsega, tiveram Sébastien Loeb e vão tê-lo novamente na Catalunha.
Muita gente insurge-se que a equipa tenha despedido o seu melhor piloto, o único que ainda tinha rapidez para lutar pelas vitórias, Kris Meeke, mas essa é uma decisão compreensível à luz dos abandonos do piloto britânico, que desistiu em 33.3% dos ralis que realizou (e na maioria por razões que bem conhecemos, acidentes), quando Elfyn Evans, Sébastien Ogier, Ott Tanak e Esapekka Lappi, desistiram 11.1% das vezes, Hayden Paddon, 25.0%, Jari-Matti Latvala, 22.2%, Dani Sordo 16.7% e Craig Breen, 14.3%.
Por isso é natural que a Citroën Racing esteja focada em mudar os seus pilotos, falando-se no regresso de Dani Sordo e na contratação de Sébastien Ogier, que são ‘só’ os pilotos mais experientes do WRC, logo atrás de Jari-Matti Latvala. Pelo que se sabe, a equipa fez ofertas aos dois. Ambos terminam contrato no final desta temporada e por isso é tudo uma questão de números, ou nem por isso, porque no caso de Ogier a ‘coisa’ pode ser mais complicada, devido ao que disse este fim de semana o francês: “Penso que é claro para todos que o parâmetro número um é o desempenho. Penso que me estou a aproximar do fim da minha carreira e não sei, mas se houver outro contrato, provavelmente vejo-o como o último. Então, é claro que quero fazer o melhor possível, mas a verdade é que eu tive a sorte de ter tido uns bons últimos anos. O que me faz feliz agora não é ganhar mais dinheiro, mas sim ter a chance de lutar por mais vitórias e mais títulos, se possível. Para mim é claro, será o desempenho a determinar”.
É aqui que a ‘porca torce o rabo’, se bem que a Citroën está agora bem mais descansada a esse nível, pois o carro deste ano está longe das maleitas que tinha o ano passado. Mas resta aguardar pelos desenvolvimentos…











