A questão da passagem dos World Rally Cars para os Rally1 não tem influência somente no tipo de carro ou o andamento que irão ter. Tem interferência igualmente no formato das provas e por essa razão, as organizações dos ralis do próximo ano ainda não sabem a 100% com o que podem contar na realização do seu itinerário de provas, ainda que muitas já tenham, como é óbvio, uma ideia muito concreta do que vão fazer.
Até o primeiro rali do ano, o Monte Carlo, poderá ter que realizar mudanças, isto para lá das críticas que já foi alvo por parte de Andrea Adamo, líder da Hyundai, e não só, porque o ACM entendeu fazer um segundo dia, que tem seis troços, apenas com uma zona de mudança de pneus, e sem assistência. Com carro completamente novos, e acima de tudo com sistemas híbridos que as equipas ainda não podem, naturalmente, dominar a 100%, Adamo entende que é demasiado arriscado um percurso sem parar na assistência. E com toda a razão.
De resto, os percurso dos ralis de 2022 têm de ficar um pouco em ‘stand by’ por causa da resposta dos sistemas híbridos e das distâncias que as equipas têm de percorrer em modo elétrico. O problema coloca-se porque a FIA ainda não decidiu quais serão as tais ‘EV zones’ daí que as equipas estejam muito preocupadas com os itinerários, para já apenas do Rali de Monte Carlo. É que numa hipótese absurda, se os Rally1 híbridos tiverem problemas, pode facilmente ser um Rally2 a ganhar o rali.










