Yves Matton avaliou a prestação da Citroën no Rali da Polónia. O líder da equipa francesa destacou as condições climatéricas do primeiro dia como principal fator para os seus pilotos não terem melhores resultados, tendo destacado os resultados nos restantes dois dias
“Assim que vimos a previsão do estado do tempo para o primeiro dia do rali sabíamos que os nossos pilotos não estariam aptos a lutar pelos primeiros lugares, por dois motivos: o fato de que todos nossos testes, com os novos desenvolvimentos, terem sido feitos sob tempo seco; e também pela nossa ordem de partida, particularmente desfavorável, com a chuva presente”, avalia Matton. “Depois, a prova do Craig viu-se comprometida devido a um problema mecânico, mas, apesar destas adversidades, ninguém baixou os braços. Assim que as condições se tornaram mais homogéneas, os nossos pilotos voltaram à luta, explorando o trabalho feito anteriormente”, referiu também o diretor da Citroën Racing.
“O Andreas, o Stéphane e o Craig alcançaram, entre eles, 15 tempos dentro do top 5, num dos ralis mais intensos da história do WRC. Mas não há milagres no automobilismo, pelo que o trabalho que realizámos vai demorar a dar frutos, especialmente porque as outras equipas também estão a evoluir. Os últimos décimos de segundo são sempre os mais difíceis de alcançar”, considerou Yves Matton.,
O C3 apenas das evoluções ainda não está no ponto, parecendo ser o pior dos WRC neste momento, existindo mesmo a a possibilidade de uma mudança de DiretorTtécnico. “No final de cada sessão de testes os pilotos mostravam-se muito satisfeitos com o comportamento do carro, para depois, nos ralis, não encontrarem essas mesmas sensações em condições de prova. Tal significa que determinadas direções tomadas durante o desenvolvimento do C3 WRC não foram adaptadas em conformidade. Voltando atrás o possível, pedi à equipa técnica para trabalhar em alterações, dando ao carro maior versatilidade”, afirmou Matton.
“Fizemos várias alterações ao nível das suspensões desde o Rali da Suécia e evoluímos-se ao nível da transmissão na Polónia, estando previstas outras soluções ao longo dos próximos meses. Tudo isso leva tempo. Contando com um efetivo de pilotos mais amplo, estamos confiantes nas nossas capacidades de sermos mais rápidos na aplicação dessas boas orientações”, adiantou Yves Matton. “Mudamos também o diretor técnico, o Laurent Fregosi – que estava nesta posição há um ano, após ter sido responsável pelos chassis do C4, DS 3 WRC e C-Elysee WTCC – queria desempenhar um papel focado na técnica pura. Chamámos o Christophe Besse, um engenheiro que está bem familiarizado com a casa, pois fez parte da aventura do Xsara WRC no início da década de 2000”, salientou o diretor da Citroën Racing,
Matton já olha para 2018, apesar de ter esperanças em mais vitórias este ano: “A prioridade é agora preparar 2018. Algumas evoluções requerem vários meses de desenvolvimento e não poderão ser introduzidas antes do início da próxima temporada. Mas isso não significa que não ganhemos mais um ou outro rali em 2017. Na Volta à Córsega demonstrámos o nível de performance do C3 WRC no asfalto. No entanto, pedi aos engenheiros para se focarem no desenvolvimento do carro, mais do que só nas configurações para cada prova”.










