Não tem que enganar, a foto que ilustra o artigo é atual. Adrien Fourmaux e o seu novo ‘brinquedo’, o Ford Fiesta WRC. Os adeptos croatas são bons, ajudam, mas pelos vistos vivem num mundo sem pandemia. Não há uma única máscara à vista, quer seja na mão, pendurada na orelha. Muito menos a tapar a boca e o nariz…
O Rali da Croácia foi uma boa adição para o WRC. Bons troços, variados, difíceis, permitiram, como já se percebeu, um rali que entrou diretamente para o top 3 dos mais equilibrados de sempre, mas esta entrada da prova croata tem que ser vista igualmente por outros prismas.
Depois do que vimos nos ralis do ano passado em termos de presença de público e já nos deste ano, por exemplo, Monte Carlo, foi com grande estranheza que vimos os troços do Rali da Croácia cheios de público, e são muitos poucas as pessoas vistas com máscara. Acreditamos que, caso a prova se realizasse numa altura ‘normal’, o público seria muito mais, mas as dezenas de fotos e vídeos que vimos mostraram-nos coisas preocupantes.
Sabendo que as coisas em termos de pandemia na Croácia está bem pior que em Portugal, neste momento, é algo muito estranho.
Portugal vai receber o WRC dentro de pouco mais que três semanas e sabendo das regras que estão a ser impostas a quem vai trabalhar na prova, achamos muito esquisito o que vimos na Croácia. Esperemos que os ajuntamentos vistos não redundem em contágios, pois isso seria uma má notícia para o WRC.
Quanto à prova portuguesa, ainda há esperança que possa ter público, algum pelo menos, mas essa é uma decisão que ainda está um pouco longe de ser tomada. O tempo é um bom conselheiro, e vai ajudar a que se tome a decisão mais bem consubstanciada possível.












