O acidente de Eric Camilli no Rali de Monte Carlo levou um dia para ser reparado nas oficinas da M-Sport, e na prova sueca o francês não ‘quis’ mudar os hábitos dos mecânicos da M-Sport, e voltou a sair de estrada, desta vez com um aparatoso capotanço. Se na saída do Monte Carlo, os danos tiveram mais a ver com o azar de bater no ‘sítio certo’ já na Suécia o francês teve um aparatoso capotanço, marcando da pior forma a sua estreia no rali da Suécia. “O ritmo era elevado e as condições não eram nada fáceis, estávamos a progredir a cada especial, mas enquanto procurava confiança nas zonas rápidas sofri o acidente, que foi falha minha, pois fui demasiado otimista nas notas, entrei depressa demais e o carro entrou em pião. É uma pena não ter terminado o rali, mas no México tenho outro desafio” disse o francês que está a ficar cada vez mais sobre pressão.
Camilli foi uma aposta pessoal de Malcolm Wilson, mas não só os seus tempos não têm impressionado, enquanto anda, fez jogo igual com Stéphane Lefevbre no Monte Carlo até abandonar e estava à mesma distância de Craig Breen (1m15s) do que o irlandês da Citroën estava de… Ogier, na Suécia. Os acidentes acontecem, mas são acidentes que sucedem a andar um ritmo mais baixo do que os pilotos com quem pode ser neste momento comparado, e para já perde alguma coisa, especialmente para Craig Breen. Tem como atenuantes a sua total inexperiência na Suécia, no Monte Carlo, seria preciso analisar em detalhe as escolhas de pneus para ter uma opinião mais consubstanciada relativamente à sua prestação, e por isso a partir do México não há desculpas. Tem que começar a mostrar serviço.
Malcolm Wilson tinha explicado antes de começar o Mundial o que ‘viu’ em Camilli: “Estou a segui-lo desde que participou no seu primeiro rali do Mundial e fiquei bem impressionado com o que ele fez em Espanha e no Rali da Grã-Bretanha. Para lá da sua habilidade como piloto, fiquei encantado com a inteligente forma como olhou para o que tinha de fazer no WRC, e fez, ou seja, ultrapassou os erros que cometeu inicialmente, por exemplo no Rali de Portugal e tudo o que fez depois foi bem feito. Portanto não me foi muito difícil tomar uma decisão logo após a prova britânica, e convidei-o para vir para Dovenby. Quis mesmo que ele estivesse num dos nossos carros. Para já não lhe exerço qualquer pressão porque ele tem apenas dez ralis do Mundial e um do WRC” disse Malcolm Wilson que fez uma aposta de risco no francês, um pouco estranha, pois apesar de Wilson poder ter visto algo que mais ninguém viu até agora – bom piloto, mas sem que tenha feito para já nada de verdadeiramente sensacional que o tenha tornado uma escolha óbvia, até porque não é muito jovem – é mais velho que Mads Ostberg, por exemplo – mas Malcolm Wilson é um líder muito experimentado, e lá saberá o que viu.











