Elfyn Evans e Scott Martin venceram pela primeira vez o Rali de Portugal, depois duma prova consistente em que quando se depararam com a oportunidade, não a deixaram fugir.

Elfyn, parabéns pela vitória no Rali de Portugal. Foi incrível assistir à tua grande batalha com Dani Sordo desde a tarde de sábado até ao fim do rali. Como te sentes?
“Estou obviamente feliz por garantir esta vitória. Algumas outras escaparam recentemente e eu queria ter a certeza de que desta vez cumprimos o nosso dever. Não foi um rali fácil, de forma alguma, e foi bastante longo para ser honesto, voltar a uma prova completa com os reconhecimentos, foi realmente intenso. Os dias também foram bastante longos”.
A vitória na Croácia escapou. Será que esta vitória compensa isso?
“Não, nem por isso. É o que é. O que está feito, está feito. Avançámos agora e marcamos o máximo de pontos possível. Por isso, estou feliz por seguir em frente”.
Vimos neste último dia um tempo incrível da tua parte num troço novinho em folha e bem complicado. Pareceu que atacaste verdadeiramente. Era esse o plano?
“Obviamente que não podíamos ‘engonhar’, no que me dizia respeito, sabia que ia ser uma grande luta, por isso era importante andar o melhor possível logo desde o início”.
Um dos desafios que se colocaram foi a gestão de pneus. Como sentes que jogaste esse jogo?
“Não tão mal até à super especial de Lousada. Tirando isso, acho que gerimos bastante bem. Foi bom, mas hoje não foi o ideal ter de forçar assim os pneus”.
No passado, talvez tenhas dito que tinha sido um pouco cauteloso demais e que poderias ter forçado mais o andamento, mas desta vez pareceste ser um Elfyn Evans diferente?
“Naturalmente, quando não se sente o carro a 100% e se vai andar ao máximo, os erros começam a aparecer. Temos de confiar no nosso feeling e, embora nos possamos sentir bastante frustrados no final do troço, é muitas vezes correto não correr esses últimos riscos quando os sentimentos não estão todos contigo. É importante teres toda a confiança no carro, o que sucedeu comigo nesta última manhã. Tudo estava muito bem”.
Tens um engenheiro português, o Rui. Quão importante é essa relação, especialmente aqui em Portugal?
“Toda a equipa é importante, mas o engenheiro tem um papel fundamental. É com ele que tenho o maior contacto. O Rui é um verdadeiro fanático dos ralis. Ele faz o seu trabalho e adora os ralis. O Rui está feliz por ganhar o seu evento ‘caseiro’ e eu estou feliz por ele. É um pouco uma espécie de agradecimento por todo o seu trabalho árduo”.










