Como quase sempre, as histórias têm sempre mais do que um lado e depois das muitas críticas à organização do Rali de Portugal devido aos muitos ‘donuts’ na super especial da Figueira da Foz e o impacto que isso teria numa etapa que tinha, acima do que se passou em 2021, mais um troço de 18 Km, a segunda passagem por Mortágua, para lá dos habituais e duros, Lousã, Góis e Arganil.
Tendo abrido o Rali de Portugal, o traçado de 2,94 km tinha várias zonas de piões, e isso desgasta bem depressa pneus.
Foram vários os pilotos que fizeram críticas fortes ao ACP, mas Carlos Barbosa explicou o que sucedeu e depressa se percebeu que as críticas dos pilotos sobre a especial da Figueira da Foz foram… todas ao lado!
“Há três semanas, pedimos à FIA para fazermos uma mudança de pneus. Quem não autorizou foi a FIA e a Pirelli. A Pirelli recusou-se a fazê-lo. Os pilotos estavam zangados e bem, porque estavam a gastar pneus e não podiam dar o espetáculo que queriam para não destruir os pneus, porque tinham 70 km de especiais a seguir. A culpada não é a organização, mas sim a Pirelli que não quis fazer a mudança de pneus, porque tinha outra em Arganil ao almoço. A culpa não é da organização, é da Pirelli”, resumiu Carlos Barbosa, presidente do ACP.
Como se percebe, faltou bom senso, mas felizmente este ano os troços da Lousã, Góis e Arganil não estavam tão mais quanto no ano passado e isso foi suficiente para que a questão nem sequer se colocar, pois o que parecia um problema, à partida, nem voltou a ser assunto…










