Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) vence especial e reforça liderança num troço marcado pelo ‘desastre de Jon Armstrong. O piloto do Ford Puma Rally1, caiu nove posições, para o 12º lugar da geral.
A sexta especial do Rali da Acrópole consolidou Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) na liderança da prova, com o piloto belga a ditar o ritmo e a vencer o troço. O grande drama da especial pertenceu a Jon Armstrong (Ford Puma Rally1), que viu as suas esperanças desmoronarem, devido a um furo e problemas mecânicos, caindo de forma inglória do top 10 da classificação geral.
Primeiro a entrar no troço, Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) inaugurou a lista com o tempo de 14m56,5s, admitindo ter sido demasiado cauteloso e lento numa tentativa de manter a condução limpa. A fasquia foi imediatamente reduzida por Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1), que retirou 9,4 segundos ao colega de equipa, focando-se exclusivamente em gerir os pneus perante as pedras soltas.
Com a mesma estratégia de poupança em mente, Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) cedeu expressivos 18,4 segundos para Katsuta, seguindo o seu instinto de sobrevivência. Logo de seguida, Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) assinou 15m05,8s, confirmando que o seu único objetivo num piso tão abrasivo era conseguir chegar ao parque de assistência.
O ritmo do topo regressou com Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1), que estabeleceu uma nova referência categórica de 14m38,9s, superando Katsuta por 8,2 segundos apesar de também estar a poupar a borracha.
Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) completou o percurso 14,7 segundos mais lento que Ogier, na tentativa de gerir o carro e pressionar Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) na luta pelo terceiro posto da geral. Pouco depois, o desastre abateu-se sobre Armstrong: o piloto sofreu um furo no pneu dianteiro direito, a que se juntou uma falha súbita de potência no motor do Ford Puma.
Alheio aos incidentes, o líder Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) superou a marca de Ogier por 0,8 segundos, vencendo a especial com 14m38,1s e consolidando o comando, após contornar habilmente as pedras maiores.
Mais atrás, Dani Sordo (Hyundai i20 N Rally1) apanhou o pó do carro de Armstrong, que se desviou para o deixar passar. Sordo terminou o troço em 15m00,3s, enquanto Armstrong se arrastou até à meta, cruzando-a com uma enorme perda de 4m01,1s (18m39,2s) e caindo das posições cimeiras.
Com a hecatombe na frente, Joshua McErlean (Ford Puma Rally1) ascendeu ao quarto posto absoluto após rodar em 14m59,4s, queixando-se da dureza na gestão dos compostos. A fechar o troço, Martins Sesks (Ford Puma Rally1) assinou a quinta melhor marca com 14m55,8s, colocando-se a escassos 3,6 segundos de McErlean na intensa luta pelo quarto lugar do rali.









