Depois de cinco anos de concorrência aberta, o Campeonato do Mundo de Ralis pode voltar a entregar a uma única marca o fornecimento de pneus às equipas. Em declarações recolhidas pelo Autosport britãnico, Oliver Ciesla, promotor do WRC, diz que o tema está a ser discutido “há vários meses” e que existem “vantagens e desvantagens” caso a FIA opte novamente pelo sistema que existiu entre 2009 e 2011. A decisão final, reitera, será tomada “em breve, provavelmente dentro de um mês”.
Claramente contra está Jost Capito, que desaprova a medida: “Seria algo totalmente errado. Temos a Pirelli, Michelin e a Dmack neste momento, e entre eles existe uma boa competição e rivalidade. Alguns são melhores numa prova, outros noutra – dá-nos variedade nos resultados. Penso que é perfeito tal como está agora”.
Rich Millener, da M-Sport, diz que o investimento promocional que um único fabricante colocaria no WRC é muito atrativo, lembrando que a Pirelli teve iniciativas como o programa “Pirelli Star Driver”, que ajudou a lançar pilotos como Hayden Paddon e Ott Tanak.
“Existem vantagens e desvantagens”, salientou Millener. “O drama do Rali da Polónia não teria existido sem esta competição entre fabricantes de pneus. A Dmack está a fazer um enorme investimento neste campeonato, basta olhar para o parque de assistência para se ter noção disso. Um único fornecedor colocaria tudo em causa. Por outro lado, como já vimos noutros campeonatos, se houver uma ajuda e um contributo por parte do promotor e formos capazes de fazer crescer o campeonato com mais investimento as coisas podiam crescer. Pessoalmente, depois de uma prova como o Rali da Polónia, gostaria que as coisas se mantivessem abertas”, concluiu.










