O Rallye das Camélias regressa nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2026 como prova de abertura da época desportiva, reforçando o seu estatuto de referência no panorama do automobilismo nacional e com uma crescente projeção internacional.
As principais novidades da edição de 2026 foram apresentadas numa cerimónia realizada nas instalações do Bilstein Group, em Mafra, parceiro do evento. Organizado pelo Clube de Motorismo de Setúbal, o rali atravessará os concelhos de Cascais, Mafra, Sintra e Torres Vedras, que volta a integrar o percurso como parceiro ativo. Esta expansão territorial acrescenta novos desafios a um traçado que combina estradas históricas, zonas urbanas e troços tecnicamente exigentes.
Com origens em 1966, o Rallye das Camélias faz parte da história do desporto automóvel português, tendo sido palco de máquinas e pilotos lendários. Na atualidade, afirma-se como uma das provas de asfalto mais exigentes do país. A edição de 2026 apresenta um percurso em grande parte renovado, concebido para testar ao limite pilotos e viaturas, mantendo um elevado nível de espetáculo para o público.

A competição arranca na sexta-feira, 6 de fevereiro, com as verificações técnicas e administrativas e a partida oficial nos Jardins do Casino do Estoril. O primeiro dia inclui duas passagens pela classificativa Sintra/Cascais (11,66 km), seguidas de reagrupamento no Palácio Nacional de Sintra e da especial de Almargem do Bispo (7,5 km), antes do parque fechado em Mafra.
No sábado, 7 de fevereiro, a prova prossegue com as especiais de Casal Barbas (6,20 km, em duas passagens) e Mafra (10,20 km). A grande novidade é a inclusão de Torres Vedras, com uma classificativa de 6,00 km. A tarde termina com duas passagens pela Quinta da Abelheira, num total de 13,80 km, antes da cerimónia final no Palácio Nacional de Mafra.
O rali contará com um elenco diversificado, incluindo pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis, jovens talentos, figuras históricas do automobilismo nacional e viaturas icónicas, com destaque para modelos do Grupo B.

A organização envolve uma forte mobilização logística e humana, com a colaboração de forças de segurança, proteção civil, bombeiros, profissionais de saúde e autarquias locais. O evento tem também um impacto significativo na economia regional, dinamizando setores como o alojamento, restauração e comércio. Em termos mediáticos, a edição anterior gerou um retorno estimado de 1,8 milhões de euros, mantendo-se o compromisso com a sustentabilidade, a segurança e a valorização das comunidades anfitriãs.










