Terá sido a viagem de Córdoba a Buenos Aires com o regresso a Córboba uma ideia estúpida? Talvez uma excelente ideia no meio da loucura que se adivinha para o Mundial de Ralis? Será que esta ideia peregrina ajudará Morris Chandler a desenvolver o conceito do Mundial de Ralis para 2012?
Vale a pena pensar nisto. A maior parte dos desportos não se desenvolve por etapas como o Mundial de Ralis, mas por eliminatórias até se atingir uma final. Por isso, se a ideia de viajar de uma ponta para a outra de um país é aceitável em ralis, porque não levar esse conceito mais longe?
Esqueçam os camiões a cruzar as pampas. Não tem nada a ver com isso. É mais do género, segunda-feira, um troço em Kielder, na floresta britânica, na terça outro em Ouninpohja, na Finlândia.
Na quarta-feira, uma classificativa em Baumholder, na Alemanha, na quinta mais um em Arganil, em Portugal, para na sexta se estar em Taita Hills no Quénia, no sábado talvez uma pausa para jogar andebol na praia de Cococabana no Rio de Janeiro. No domingo, passamos para Whangaa Coast na Nova Zelândia e na segunda-feira seguinte tudo termina com uma super especial no estádio de Los Angeles.
Porque não? Dar-se-ia algum uso aos pesados aviões Antonov, e com certeza que conseguíramos ter finalmente um ritmo frenético que hoje o calendário do Mundial nos “nega”, com a vantagem para alguns membros das nossas famílias poderem passar por casa. Má ideia? Eles desenvolveram-na na Argentina…









