Xevi Pons (Skoda Fabia Rally2 evo) venceu o Rali Vieira do Minho, primeira prova dos campeonatos de ralis em Portugal, em 2023. O espanhol, que à última da hora foi ‘convocado’ em substituição de um compatriota impossibilitado de marcar presença na prova, aproveitou bem uma primeira metade de rali de Gus Greensmith (Skoda Fabia RS Rally2) menos conseguida – teve muita neve para limpar – para ganhar um avanço que lhe permitiu resistir à tarde aos ataques do piloto inglês, vencendo a prova, ainda que também com boa oposição de Miguel Correia (Skoda Fabia Rally2 evo) até meio do rali, depois de terminar a manhã a 11.9s da frente.
Gus Greensmith veio a Portugal testar o seu novo Skoda Fabia RS Rally2, como preparação para a época intensa que vai ter no WRC2 com a Toksport/Skoda, para onde se mudou depois de oito anos de M-Sport. E tendo em conta a oposição que vai ter no WRC2 fez todo o sentido, ter realizado esta prova, pois passou em percursos que vão ser utilizados no Rali de Portugal. A meteorologia é que não deve ser a mesma, mas alguma coisa há-de aproveitar…
Foi no mínimo estranho vê-lo partir na frente, por ser prioritário FIA e os seus principais concorrentes, partirem depois de todos os campeonatos lusos, o que levou a que Greensmith e Pons, Correia, etc, tenha tido ralis ‘diferentes’ pela frente, com desafios diferentes, e até talvez, meteorologia diferente. Seja como for, regras são regras, mas ainda assim é um bocado estranho a razão porque um prioritário FIA arranca à frente um um prioritário FPAK tem que partir atrás. Coisas das regras…
Seja como for, não é o resultado, nestes casos, o mais importante, pois a maioria dos concorrentes fora das competições para que contava esta prova: Clássicos, Júnior e Promo, e dois de carácter regional, Promo Norte e Start Norte.
Apesar de começar a tarde a 28.1s de Xevi Pons, Greensmith andou bem melhor logo na PE5 passou Miguel Correia, que perdeu mais de trinta segundos só num troço. O inglês ficou a 26.3s da frente, a 19.1s no final do penúltimo troço e ainda reduziu para 6.1s a margem final, mas já não foi a tempo de vencer.

Miguel Correia foi terceiro a mais de um minuto da frente, cumpriu o objetivo desta prova, que passava por testar e ganhar ritmo para o CPR que começa dentro de duas semanas,
Pedro Almeida (Skoda Fabia Rally2 evo) foi quarto a quase três minutos da frente, com Adruzilo Lopes (Mitsubishi Lancer evo X) a terminar em quinto, vencendo facilmente o Promo e o Promo Norte.
Excelente rali fez Gonçalo Henriques, vencedor do FPAK Júnior Team de 2022. O prémio foi correr no CPR com um Renault Clio Rally5, e nesta prova de preparação para a época, esteve brilhante, já que foi o melhor das duas rodas motrizes, frente a adversários bem mais experientes. E ainda foi sexto da geral, na frente de Vítor Ribeiro que guiou um… Citroën DS3 R5.
Depois de um começo muito azarado de Daniel Nunes (Renault Clio Rally4) na super especial de Vieira do Minho, com o 31º lugar, as coisas foram melhorando durante o segundo dia, mas já não deu para mais do que o oitavo lugar da geral, segundo dos 2WD.
Vencedor do Desafio Kumho Promo foi Henrique Rodrigues (Mitsubishi Lancer evo VIII), que termi nou em nono da geral. A fechar o top 10, Samuele Mazzini (Skoda Fabia Rally2 evo) que se atrasou muito na PE3 tendo depois recuperado o possível.
Nos Promo, Adruzilo Lopes (Mitsubishi Lancer evo X) venceu com grande facilidade, terminando com mais de quatro minutos de avanço para o segundo classificado, Henrique Rodrigues (Mitsubishi Lancer evo VIII). Antes, depressa criou um fosso para os adversários, ao ponto de no final da manhã já ter quase minuto e meio de avanço para o finlandês Saku Vierimaa (Mitsubishi Lancer Evo X) margem que cresceu ainda mais pois o finlandês desistiu. Desta forma, João Vinha (Mitsubishi Lancer evo VI) terminou no pódio dos Promo. Obviamente que o resultdo do Promo Norte foi exatamente o mesmo.
Nas duas rodas motrizes, dos Promo, e também no Start Norte, o triunfo foi para Jorge Carvalho (Peugeot 208 R2), que bateu Filipe Teixeira (Citroen Saxo Cup) por 6.3s. Este último liderava a meio do dia com 14.0s de avanço mas Jorge Carvalho atacou forte à tarde e virou as contas a seu favor. O terceiro lugar foi para Rui Guedes (BMW E30), a quase minuto e meio da frente.
Rafael Cardeira (Renault Clio RS R3T) atrasou-se cedo, o mesmo sucedendo com Miguel Abrantes (Renault Clio RS R3T) nunca mais recuperando.

Nos Clássicos, o triunfo foi para José Merceano (Mitsubishi Lancer evo V) que a maio do dia já liderava 40.2s na frente de Luís Mota (Mitsubishi Lancer evo VI) estendendo essa diferença apra 1m19.4s no fim do dia. Nuno Mateus (Mitsubishi Lancer evo VI) foi terceiro a mais de quatro minutos do vencedor.
Gonçalo Henriques (Renault Clio Rally5) foi o natural vencedor nos Júniores, deixou Hugo Lopes (Renault Clio Rally4) a quase três minutos e meio, com Dário Rebelo (Peugeot 208 R2) a completar o pódio. João Andrade (Peugeot 208 R2) e José Quintas (Peugeot 208 R2) completaram a lista.
Ainda nos 2WD, Ernesto Cunha (Peugeot 208 Rally4) cedo ficou de fora devido a acidente, Ricardo Filipe (Ford Fiesta R5) também desistiu já perto do final, o mesmo sucedendo com José Loureiro (Peugeot 208 Rally4).
Esta foi uma prova marcada pelo excesso de neve, que levou ao cancelamento da PE2 Nascente do Ave 1. Os restantes troços decorreram com normalidade, mas ainda assim houve quem não quisesse arriscar: “Viemos a Vieira do Minho com o objetivo de testar para o Azores Rallye e uma vaga de frio encheu estes maravilhosos troços de neve e gelo. Dadas as condições de piso serem extremamente diferentes da nossa realidade e à proximidade da data de embarque do nosso carro para os Açores, decidimos não estar à partida do rali, de forma a não comprometer os nossos objetivos futuros. De qualquer forma, foram dias de muito trabalho e aprendizagem que serão muito úteis no futuro. Obrigado ARC Sport”, escreveu o açoriano Rúben Rodrigues nas redes sociais.













